Regime mantém e admite ter arsenal de destruição maciça

Cenário: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2012 | 03h06

A Síria é o único país que mantém um arsenal de armas químicas - e assume essa condição. Damasco dispõe de 50 a 100 ogivas e bombas, além de mísseis para lançar as cargas a até 650 quilômetros. Essa capacidade foi assumida em 1989 como uma "doutrina de dissuasão frente a uma possível agressão militar externa".

O principal consultor de Bashar Assad é o general russo Anatoli Kuntsevich, especialista na tecnologia de armas químicas e biológicas. O depósito dos principais artefatos fica em Shikhany, a 300 km da capital. Ontem, os equipamentos começaram a ser mobilizados e deslocados para bases operacionais.

Kuntsevich é acusado de promover a intermediação da venda de 400 quilos de agentes gasosos, tóxicos concentrados, desviados de armazéns subterrâneos na Líbia. Anteriormente, ele já havia sido acusado, na Rússia, do contrabando de 600 kg do mesmo tipo de material.

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