Monica Prieto/AP
Monica Prieto/AP

Regime sírio bombardeia Damasco e combate insurgentes

Grupos de oposição ao regime de Bashar Assad se reúnem em Doha para tentar forma uma unidade

estadão.com.br,

09 de novembro de 2012 | 07h36

CAIRO - As tropas do regime sírio bombardearam nesta sexta-feira, 9, vários bairros de Damasco e localidades da periferia da cidade e enfrentaram insurgentes na província de Deir ez-Zor, enquanto a oposição se reúne em Doha. Os aviões de combate do regime atacaram a zona de Guta al Sharquiya, perto da capital, de onde sobem grandes colunas de fumaça, segundo um comunicado dos Comitês de Coordenação Local (CCL), grupo de resistência.

Os bombardeios dos tanques atingiram, por sua vez, os distritos de Kafer Susa, Daraya e Naher Aisha. Os CCL informaram também que foi registrada uma explosão na capital e que duros enfrentamentos entre as tropas governamentais e os rebeldes ocorreram em Darwasha, nos arredores de Damasco. Também houve confrontos entre os dois lados em Deir ez-Zor, nas proximidades de uma sede da Segurança militar.

Sobre os choques, a rede Sham relatou que os combatentes do Exército Sírio Livre estão indo para o aeroporto de Al Himdan na cidade vizinha a Al Bukamal, fronteira com o Iraque. O grupo e a Comissão Geral da Revolução Síria informaram, além disso, que as forças do regime bombardearam novamente a cidade de Ras Ein na província de Hasaka (noroeste do país).

Em Ras Ein, os insurgentes tomaram o controle de um posto fronteiriço com a Turquia e travaram combates com o Exército na quinta-feira. Mais de 20 combatentes de ambos os lados morreram. Enquanto isso, em Alepo, o Observatório Sírio de Direitos Humanos notificou que os bairros de Bab al Nasr, Bab Yenin e Suleiman al Halabi foram bombardeados.

Enquanto a violência se intensifica no país, os vários grupos da oposição síria, entre o eles o Conselho Nacional Sírio (CNS), mantêm desde uma importante reunião em Doha para tentar alinhar suas posturas. O encontro está analisando uma iniciativa do independente Riad Seif, que pretende criar um novo órgão que reúna todas as partes opositoras, mas isso ainda não aprovado pelo CNS.

Com Efe

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