Regime usa bombas de fragmentação, diz ONG

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) afirmou ontem que forças do governo sírio têm usado bombas de fragmentação contra rebeldes. Esse tipo de armamento é proibido pela maioria dos países em razão do perigo representado para as populações civis.

O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2012 | 03h03

O HRW disse em comunicado que ativistas sírios postaram na internet, entre os dias 9 e 12, pelo menos 18 vídeos que mostram restos desse tipo de bomba em vários povoados, dentre eles nas cidades de Homs, Idlib e Alepo, na região de Latakia, e no distrito de Ghuta, nas proximidades da capital, Damasco.

Os explosivos de fragmentação, também conhecidas como bombas de cacho, são motivo de preocupação porque espalham pequenos artefatos explosivos em uma área ampla. Muitos deles não explodem imediatamente e representam perigo para a população civil durante décadas.

Segundo o HRW, as bombas nas imagens são de fabricação soviética. Antes de ser desmembrada, a União Soviética era grande fornecedora de armamento para a Síria. O governo russo ainda tem contratos de venda de arsenais a Damasco e mantém uma base militar na Síria. / AP

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