''Regra da Autonomia'' contesta ideias anteriores

Para Steve Clemons, diretor da New America Foundation, a "Regra da Autonomia" é uma resposta direta a dois teóricos que vinham influenciando a política externa americana nos últimos tempos, Robert Kagan e G. John Ikenberry.Kagan - que assessorou o candidato republicano John McCain - prega uma "Liga de Democracias" para opor-se às autocracias. Ele defende que as autocracias deveriam ser isoladas até que se convertessem em regime democrático e se integrassem ao sistema internacional.Para Ikenberry, cientista político da Universidade Princeton, "a posição dos EUA no mundo está se enfraquecendo, mas o sistema internacional que o país lidera ainda pode se manter dominante no século 21". Para ele, o Ocidente deveria "fincar profundamente as raízes desse sistema" para garantir que o mundo continue a jogar pelas regras da democracia liberal, ainda que países autocráticos ganhem proeminência financeira. "Estamos examinando como as outras potências preencherão o buraco que está sendo deixado pelos EUA - e acho que Kupchan propõe uma boa maneira de se criar um arcabouço sem pacificar os vilões ou abrir mão de nossas responsabilidades", diz Clemons.Mas nem todos concordam. Rachel Kleinfeld, diretora do Truman National Security Project, acha que a "Regra da Autonomia" é uma "capitulação perigosa após anos de políticas fracassadas do governo Bush. "Não deveríamos abrir mão de espalhar nossos valores justamente agora que nosso poder está em declínio. Autocracias são sistemas frágeis, que não são eficazes para proporcionar bem-estar", diz Rachel.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.