BENOIT DOPPAGNE / AFP
BENOIT DOPPAGNE / AFP

Rei Alberto II, que abdicou na Bélgica, aceita teste de paternidade

Artista plástica de 51 anos afirma ser filha de um caso extraconjugal do monarca; resultado será mantido em segredo

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2019 | 14h40

BRUXELAS - O rei Alberto II, de 84 anos, que abdicou na Bélgica, aceitou se submeter a um teste de DNA, cujo resultado será mantido em segredo, a pedido de Delphine Boël, que afirma ser sua filha.

"Em respeito à instituição judicial, sua majestade, o rei Alberto, decidiu se submeter à perícia ordenada pelo Tribunal de Apelação", disseram seus advogados em um comunicado.

Em outubro de 2018, dando razão a Boel, o Tribunal de Apelação de Bruxelas ordenou que Alberto II se submetesse a um exame de DNA para decidir a questão da paternidade.

Ele inicialmente se recusou, e seus advogados entraram com um recurso em fevereiro.

Delphine Boël, uma artista plástica de 51 anos, afirma que nasceu de um longo caso nas décadas de 60 e 70 entre sua mãe, Sibila de Sélys Longchamps, e Alberto, então príncipe herdeiro, casado desde 1959 com Paola Ruffo di Calabria. 

O ex-soberano, que governou de 1993 a 2013 e é o pai do atual rei, Philippe, sempre negou essa paternidade.

Ele só admitiu publicamente ter passado por uma crise conjugal com Paola na época do caso com Sibylle de Sélys Longchamps.

Em 2013, após o fracasso de uma tentativa de conciliação, Delphine Boël decidiu levar o caso aos tribunais. Desde então, o caso teve muitas reviravoltas.

Em 16 de maio, o Tribunal de Apelação decidiu impor ao antigo soberano uma multa de € 5 mil por dia, se ele persistisse em recusar o teste de DNA.

Por sugestão da defesa de Boel, o tribunal também estipulou que, em caso de acordo sobre o teste, o resultado permaneceria confidencial. Esta garantia é válida até o fim do processo de recurso, que pode demorar pelo menos um ano./AFP

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