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Rei da Arábia Saudita, Abdullah morre aos 90 anos; sucessão começa

Meio-irmão de Abdullah, príncipe Salman, será nomeado rei, de acordo com o comunicado; príncipe Muqrin será príncipe-herdeiro

O Estado de S. Paulo

22 Janeiro 2015 | 21h28

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(Atualizada às 22h) RIAD - Morreu na noite desta quinta-feira (sexta-feira, no horário local), aos 90 anos, o rei Abdullah da Arábia Saudita, em Riad, como informou a TV estatal. Ele estava internado há semanas com uma infecção nos pulmões. Abdullah será sucedido pelo meio-irmão príncipe Salman, que recentemente já havia assumido as responsabilidades do rei. 

O monarca era considerado um poderoso aliado dos EUA que alinhou-se a Washington na luta contra a Al-Qaeda e procurou modernizar a ultraconservadora monarquia muçulmana. O rei estava internado desde o dia  31  para realizar alguns exames, segundo a agência de notícias oficial. 

O anúncio da morte veio em um comunicado lido por um apresentador na TV saudita, que transmitia também imagens de adoradores na Kaaba, em Meca. “Sua Alteza Salman bin Abdulaziz Al-Saud e todos os membros da família e da nação lamentam informar que o guardião das duas Mesquitas Santas, o rei Abdullah bin Abdulaziz, morreu exatamente à 1h desta manhã”, diz o comunicado.

Em março, ele foi visto no acampamento real em Rawdat Khuraim, a cerca de 100 quilômetros de Riad, respirando com a ajuda de tubos de oxigênio para receber o presidente dos EUA, Barack Obama. Fotografias oficiais do rei o mostravam em uma cadeira de rodas. 

Rei da Arábia Saudita desde 2006, sua saúde  tem sido acompanhada de perto, já que qualquer mudança na gestão do país poderia impactar na estabilidade de um dos maiores produtores mundiais de petróleo. A Arábia Saudita é uma monarquia absolutista sem Parlamento eleito. O rei tem poderes únicos para criar leis e nomear ministros.

Devido a problemas na coluna, o rei Abdullah teria passado por uma cirurgia em outubro de 2011 e em novembro de 2012. Em 2010, ele também passou por duas cirurgias em Nova York. / AP e AFP



 

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