Bruno Arnold/Reuters
Bruno Arnold/Reuters

Rei da Bélgica pede fim urgente à crise política

País não tem gabinete fixo há mais de um ano por divergência entre comunidades linguísticas

Efe

20 de julho de 2011 | 15h53

BRUXELAS - O rei Albert II da Bélgica fez nesta quarta-feira, 20, um chamado urgente para colocar fim à crise política e a divisão entre as comunidades linguísticas, sobre o que disse que pode prejudicar inclusive à construção europeia.

 

A Bélgica comemora na quinta feriado nacional - dos 180 anos de ascensão do rei Leopoldo ao trono - imersa em uma gravíssima crise que se estende há mais de um ano e para a qual não parece encontrar uma saída por causa das divisões entre os partidos flamengos e francófonos.

 

"Nossa situação atual cria inquietação em nossos sócios e poderia prejudicar nossa posição no seio da Europa, e inclusive o impulso da construção europeia", advertiu o monarca em discurso pela televisão transmitido ao país por causa do feriado.

 

O país está há mais de 400 dias com um Gabinete provisório - no dia 17 de fevereiro, a Bélgica superou o recorde mundial de dias sem acordo após eleições, que ocorreram em 13 de junho de 2010. Não há um gabinete fixo dada a incapacidade dos partidos de concordar a formação de um Executivo estável.

 

Em 8 de julho, o líder dos socialistas francófonos, Elio di Rupo, apresentou ao monarca sua renúncia como negociador, por considerar-se incapaz de encontrar um ponto de encontro entre os dois lados. O rei, no entanto, não aceitou a renúncia e limitou-se a fazer um chamado à responsabilidade da classe política em um momento, disse, de extrema "gravidade".

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