Rei da Jordânia pede mais esforços pela paz no Oriente Médio

O Rei Abdullah II da Jordânia pediu por novos esforços para solucionar o confltio entre israelenses e palestinos em discurso nesta terça-feira, um dia antes de se encontrar com o presidente dos EUA. Mas alertou que a Jordânia não irá aceitar um acordo que cause um influxo de palestinos.Em discurso aberto ao parlamento, o rei indicou que em suas conversas com o presidente George W. Bush em Amã, ele iria destacar a necessidade dos EUA pressionarem pela paz entre Israel e os palestinos, descrevendo sua disputa como questão "central" do Oriente Médio."A Jordânia não irá aceitar um acordo injusto da questão, e a Jordânia também não irá aceitar um acordo que venha com prejuízos", disse Abdullah aos deputados, que aplaudiram calorosamente.O rei não especificou, mas ele se referia aos temores jordanianos de um acrodo que faria com que milhares de palestinos fugissem para o reino, abalando o delicado equilíbrio demográfico do país. Quase metade da população da Jordânia, de cinco milhões de habitantes, é composta por famílias palestinas que fugiram, ou foram expulsas de suas casas, nas guerras árabe-israelenses de 1948 e 1967. "Meu governo se compromete a oferecer todo o apoio possível aos palestinos, para que eles possam recuperar seus direitos e estabelecer seu Estado independente em solo palestino", disse o rei em um discurso definindo suas políticas internas e externas. Ele disse que a solução para o conflito palestino deve estar baseada em resoluções do Conselho de Segurança da ONU e em acordos de paz já existentes. Bush chega na Jordânia na quarta-feira para dois dias de conversas com Abdullah, e com o premier iraquiano Nouri al-Maliki. Suas conversas devem se concentrar em propostas para mitigar a violência sectária no Iraque, que ameaça se tornar uma guerra civil.Mas o rei tem uma agenda um pouco diferente. Ele quer que os EUA apliquem igual quantidade de energia diplomática para reavivar o processo de paz palestino-israelense, estagnado desde 2000. O rei alertou diversas vezes que o conflito palestino está incentivando um sentimento anti-EUA e anti-Israel entre muçulmanos do mundo todo. O conflito também estaria fomentando a militância islâmica, como a vista no Iraque, a oeste da Jordânia. O rei deve se encontrar com o líder palestino Mahmoud Abbas nesta terça ou na quarta-feira, e acredita-se que a intenção seja combinar conversas entre Abbas e Bush - um esforço que enfatiza sua vontade de ver progressos na questão palestino-israelense. Abdullah alertou na segunda-feira que o Oriente Médio está na iminência de três guerras civis. "Podemos imaginar entrar em 2007 e ter três guerras civis em nossas mãos", disse ao programa de telvisão "This Week", em referência aos conflitos no Iraque, Líbano e Palestinos.

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