Rei da Tailândia autoriza dissolução do Parlamento para convocar eleições

Votação deve ser realizada em 3 de julho, segundo líder do Partido Democarta

Efe

09 de maio de 2011 | 13h00

BANGCOC - O rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, aprovou nesta segunda-feira, 9, o decreto que autoriza o primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, a dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas.

 

A dissolução do Legislativo deve ser anunciada nas próximas horas pelo chefe de governo em um discurso transmitido pela televisão, informou o porta-voz do Gabinete, Panitan Wattanayagorn.

 

Vejjajiva, líder do Partido Democrata, disse previamente que considera 3 de julho como a data mais provável para realizar a votação.

 

Pela a legislação, a eleição deve ocorrer no intervalo entre os 45 dias depois da dissolução do Parlamento e os 60 dias antes da mesma data.

 

O decreto foi assinado pelo rei horas depois de o Tribunal Constitucional aprovar as emendas introduzidas pelo Parlamento na lei eleitoral.

 

Vejjajiva, no poder desde dezembro de 2008 graças a uma coalizão com outros partidos menores, se comprometeu a convocar eleições antecipadas com a finalidade de solucionar a crise política que a Tailândia atravessa desde o último golpe de estado.

 

As eleições vão ocorrer pouco mais de um ano depois de as ruas da capital serem tomadas pelos "camisas vermelhas", uma frente contrária ao governo, que travou confrontos violentos que causaram 91 mortos e mais de 1,9 mil feridos em Bangcoc.

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