Rei do Bahrein sugere que Irã está por trás dos protestos em seu país

Hamad bin Isa Al Khalifa disse que conspiração estrangeira contra establidade do país fracassou

Associated Press

21 de março de 2011 | 13h55

Manifestantes participam de funeral de homem morto em protestos.

 

MANAMA - O rei do Bahrein culpou uma conspiração estrangeira pelos protestos em seu país, dando a entender que o Irã está fomentando uma revolta com a maioria xiita na pequena ilhada governada por uma monarquia sunita.

 

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A principal demanda da oposição do Bahrein é uma monarquia constitucional que manteria a família real no poder mas permitiria à população eleger seus governantes.

 

 

Os oposicionistas no entanto rejeitam a influência do Irã nos protestos. "Não queremos que os iranianos venham. Não queremos um grande problema neste pequeno país", disse um dos líderes da oposição xiita, Ali Salman, no último domingo, acrescentando que a solução para a crise do país deve vir de seu povo.

 

O rei decretou um estado de exceção de três meses e convidou tropas da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e outras nações do Golfo para ajudar a controlar os protestos no Bahrein, que abriga a 5ª frota americana.

 

"Eu anunciou o fracasso da conspiração subversiva contra a estabilidade e segurança", disse o rei Hamad bin Isa Al Khalifa, segundo a agência estatal de notícias do Bahrein.

 

O Irã por sua vez condenou a presença de forças do Golfo no Bahrein, apontando que xiitas em todo o Oriente Médio estão indignados com a violência dos confrontos, que já mataram pelo menos 13 pessoas.

 

O líder supremo Aiatolá Ali Khamenei criticou em Teerã o envio de tropas sauditas ao Bahrein, insistindo que os protestos da oposição xiita contra os governantes sunitas não são uma disputa sectária mas uma rebelião contra a tirania.

 

"Que disputa xiita-sunita? É o protestos de uma nação contra a opressão... É a rebelião de um povo que não tem o direito ao voto", disse Khamenei nesta segunda em um discurso transmitido pela televisão estatal iraniana.

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