Rei saudita anuncia benefícios sociais e promete 'golpear' opositores

Medida é voltada principalmente para grupos que compõem massa de protestos

Efe e Agência Estado

18 de março de 2011 | 10h06

RIAD - O rei saudita, Abdullah bin Abdul Aziz, anunciou nesta sexta-feira, 18, uma série de medidas econômicas para apoiar funcionários públicos, desempregados e estudantes, setores descontentes com a situação no país e que compõem a maioria da massa dos manifestantes.

 

Veja também:

especialInfográfico:  A revolta que abalou o Oriente Médio

mais imagens Galeria de fotos: Veja imagens dos protestos na região

 

O rei alertou, no entanto, que as forças militares vão "golpear" quem "considerar" ameaçar a estabilidade e a segurança do país. As declarações do rei Abdullah foram transmitidas na televisão estatal Al-Ekhbareya.

 

Os decretos reais foram divulgados pela televisão pública após um breve discurso do monarca dirigido a seus cidadãos, no qual não deu detalhes sobre as medidas que em seguida foram divulgadas.

 

As decisões oficiais estão vinculadas com temas sociais, religiosos, de saúde e em matéria de segurança.

 

A possibilidade de o rei anunciar uma remodelação do gabinete não aconteceu assim nesta ocasião.

Entre os decretos aprovados está fixar um salário mínimo em 3.000 riales (US$ 800), dois meses de salário para os funcionários públicos e uma assistência de 2.000 riales (US$ 533) para que procurem emprego.

 

Também se anunciou a criação de uma agência para lutar contra a corrupção e que responderá diretamente ao rei, assim como a criação de 500 empregos no Ministério de Comércio e Indústria para impedir a manipulação de preços e castigar os corruptos.

 

No plano de segurança, um decreto real anunciou a criação de 60 mil postos no Ministério do Interior e medidas para promover oficiais na Polícia e nas Forças Armadas.

 

Também se anunciou que serão destinados 250 bilhões de riales (US$ 66 milhões) para a construção de casas e 160 bilhões de riales (42 milhões) para ampliar instalações sanitárias em vários lugares do país.

 

Outro decreto real destinou 500 milhões de riales (US$ 133 milhões para restaurar mesquitas em todo o reino, e a mesma quantidade para escolas corânicas e escritórios de guias espirituais.

 

Em mensagem prévia, de poucos minutos, o soberano saudita elogiou os apelos dos ulemás "contra a divisão do povo" e também o trabalho dos "valentes homens dos setores militares e das forças de segurança" encarregados de proteger o país.

Tudo o que sabemos sobre:
Arábia Sauditaprotestosreirepressão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.