Rei Saudita demite conselheiro ultraconservador

O rei Abdullah, da Arábia Saudita, demitiu um conselheiro ultraconservador após o mesmo ter criticado publicamente as reformas destinadas a aliviar as restrições às mulheres, de acordo com a mídia estatal. O Sheik Abdul-Mohsen al-Obeikan afirmou à estação de rádio local que as autoridades estavam trabalhando para ocidentalizar e secularizar as leis do país ao "legalizar tabus".

AE, Agência Estado

12 Maio 2012 | 12h04

"Essa é uma situação muito perigosa que está relacionada aos esquemas por parte de pessoas influentes para corromper a sociedade muçulmana ao remover as mulheres de sua posição natural", disse o Sheik em declarações transmitidas na rádio UFM. A agência oficial de imprensa saudita comunicou a demissão de al-Obeikan na sexta-feira, sem fornecer detalhes adicionais.

O rei Abdullah irritou os clérigos linha-dura do país ao afrouxar algumas das restrições e permitir que as mulheres votem e concorram nas eleições municipais de 2015. Depois da sua demissão, o Sheik al-Obeikan publicou em sua conta no Twitter um comunicado dizendo esperar que os governantes sejam mantidos a distância de "conselheiros ruins." As informações são da Associated Press.

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