Brendan Smialowski/Reuters
Brendan Smialowski/Reuters

Rei saudita morre em meio a crise com Irã e baixa no petróleo

Nos últimos anos, tem crescido a preocupação com a influência iraniana sobre a minoria xiita no país, no Iêmen e no Bahrein

O Estado de S. Paulo

22 de janeiro de 2015 | 22h37


RIAD - A sucessão saudita ocorre em um momento de tensão entre o reino e o Irã e da ascensão de minorias xiitas em países satélites da Península Arábica, como o Bahrein e principalmente o Iêmen. Outro foco de preocupação geopolítica na região é a queda no preço do petróleo, arquitetada pelos países do Golfo Pérsico para tentar fazer frente à produção de gás de xisto nos Estados Unidos. 

Nos últimos anos, tem crescido a preocupação da Casa de Saud com a influência iraniana sobre a minoria xiita no país, no Iêmen e no Bahrein. Durante a Primavera Árabe, em 2011, tropas do Conselho de Cooperação do Golfo invadiram o pequeno reino para reprimir as manifestações da maioria xiita da população. Outra preocupação em Riad é um possível bloqueio ao Estreito de Ormuz, por onde escoa a produção de petróleo saudita, em caso de confronto do Irã com Israel ou os Estados Unidos. 

Em outubro, o governo saudita fez coro à acusação dos Estados Unidos de que dois iranianos teriam tramado um plano para matar um enviado de Riad a Washington. Teerã negou as acusações e rejeitou as denúncias de que estaria fomentando revoltas xiitas no Iêmen e no Bahrein.

Petróleo. Na noite de ontem, os preços futuros da commodity nos Estados Unidos subiram, mesmo com o preço do barril em queda desde meados do ano passado. 

Países como Irã, Argélia e Venezuela foram duramente prejudicados pela decisão da Opep, controlada pelas monarquias do Golfo, de elevar a produção para fazer frente ao gás de xisto americano. Em crise, esses países precisam de um barril caro para manter suas economias estáveis. / REUTERS

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