Rei tailandês pede ao povo que cumpra seu dever, evita comentar crise

O rei da Tailândia, Bhuminol Adulyadej, pediu em um pronunciamento nesta quinta-feira que o povo cumpra seu dever em prol do bem da nação, mas evitou fazer referência direta à recente convulsão política na capital.

ROBERT BIRSEL, Reuters

05 de dezembro de 2013 | 10h48

Manifestantes tentam derrubar o governo da primeira-ministra Yingluck Shinawatra e cinco pessoas foram mortas em confrontos durante a semana passada. Os dois lados chegaram a uma trégua em respeito ao aniversário do rei.

O rei, de 86 anos, é o único monarca que a maioria dos tailandeses já conheceu e tem sido uma figura capaz de dispersar crises anteriores. O discurso dele era esperado com ansiedade.

Monarca com o reinado mais longevo do mundo, Adulyadej deixou o hospital em julho após uma internação de quatro anos e pareceu bem ao ler seu discurso de maneira lenta e pausada.

Ele referiu-se ao povo cumprir seu dever de apoiar uns aos outros.

"Todos os tailandeses devem reconhecer bem esse ponto e se comportar e desempenhar nosso dever de acordo, nosso dever pelo bem do público, pela estabilidade e segurança de nossa nação da Tailândia", disse o rei, em meio a um encontro das principais lideranças do país.

A cerimônia de aniversário foi realizada no palácio real no litoral, em Hua Hin, cerca de 190 quilômetros ao sul de Bangcoc, onde ele reside com a rainha Sirikit desde que deixou o hospital.

Os protestos em Bangcoc são o mais recente levante em um conflito que opõe o establishment real na capital e a maioria de tailandeses pobres leais a Yingluck e seu irmão, o ex-premiê Thaksin Shinawatra, deposto pelos militares em 2006 e vive em auto-exílio.

A situação e a classe média urbana acusam Thaksin de minar a monarquia, o que ele nega.

Um analista disse que o rei parece relutante em se envolver na confusão.

"Acredito que o rei entende o impasse", disse Thak Chaloemtiarana, um acadêmico tailandês da Universidade de Cornell, nos EUA. "Ele deve se preocupar sobre sua própria influência e qual o seu alcance."

O príncipe expressou preocupação sobre a agitação política na semana passada e pediu ao povo para resolver suas diferenças pacificamente, mas isso não teve efeito em conter a violência.

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