Rei volta para Arábia Saudita e lança reformas sociais, mas não políticas

Reforma inclui financiamento para compensar a inflação e garantias de bolsas a estudantes no exterior

AE, Agência Estado

23 de fevereiro de 2011 | 09h34

RIAD - O rei Abdullah retornou nesta qurta-feira, 23, à Arábia Saudita e lançou várias reformas sociais e econômicas, mas não políticas, para os cidadãos do país. As medidas foram anunciadas horas antes do retorno do monarca ao seu reino, após uma ausência de três meses para um tratamento médico.  

 

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As reformas sociais e econômicas incluem uma ajuda financeira para a compra de moradias, financiamento para compensar a inflação e garantias de bolsas a estudantes no exterior, segundo uma série de decretos reais publicados pela agência estatal saudita. As medidas são anunciadas no momento em que protestos atingem vários países árabes, incluindo um vizinho saudita, o Bahrein.

O rei Abdullah, que teria 86 anos, deixou o país e seguiu para Nova York em novembro, para tratar uma hérnia de disco que causava acúmulo de sangue e pressionava alguns nervos. Posteriormente, esteve no Marrocos para se recuperar.

Durante sua ausência, grandes protestos na Tunísia e no Egito culminaram com a queda dos líderes desses países, que estavam havia décadas no poder. O meio-irmão do rei, príncipe Talal bin Abdul-Aziz Al Saud, disse à BBC na semana passada que o país rico em petróleo pode ser afetado pelos distúrbios no mundo árabe, a menos que realize algumas reformas políticas.

Analistas afirmam que algumas reformas foram adiadas por causa da ausência do rei, entre elas o plano de hipotecas para moradias, que vinha sendo planejado há quase uma década, e também uma mudança de alguns nomes no gabinete. As informações são da Dow Jones.

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