Reid diz que não há progresso sobre cortes automáticos

O líder da maioria no Senado Harry Reid e o líder da minoria Mitch McConnell mantiveram nesta terça-feira suas divergências em relação ao corte automático de gastos. Reid culpa os republicanos pela intransigência relacionada com novas arrecadações e McConnell diz que os democratas não estão dispostos a cortar gastos. Na troca de acusações no Senado, Reid e McConnell ofereceram argumentos apenas superficiais para um acordo entre os partidos que possa substituir o corte de gastos por outras políticas.

AE, Agência Estado

26 de fevereiro de 2013 | 14h42

Reid foi o primeiro a falar e disse que os próximos cortes atingirão a economia e danificarão os programas importantes do governo. Segundo ele, é preciso encontrar um "caminho equilibrado para evitar esses cortes".

"Temos uma proposta equilibrada", afirmou Reid ao citar o plano dos democratas que poderia substituir o corte de US$ 85 bilhões em gastos previsto para entrar em vigor na sexta-feira, com um pacote de US$ 110 bilhões, dos quais US$ 55 bilhões viriam de arrecadações adicionais e US$ 55 bilhões em redução de gastos. Mas os republicanos recusaram esse plano, disse Reid. "Eles querem apenas cortes", afirmou ele e acrescentou que os democratas estão agora tentando "evitar o pior desses cortes arbitrários."

McConnell, que manteve o presidente Barack Obama e os democratas nas mãos durante meses, demonstrou que não existe urgência ainda que o corte automático de gastos esteja próximo. McConnel afirmou que qualquer pacote de substituição precisa estar exclusivamente comprometido com o corte de gastos e acrescentou que os republicanos estão abertos a fazer "cortes no Orçamento de uma forma mais racional."

"Vamos arquivar o aumento de impostos e essa campanha interminável", afirmou ele, se referindo aos esforços de Obama de angariar os apoio da população para seu projeto de corte de gastos, como a viagem do presidente à Newport News, Virginia, nesta terça-feira.

O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, John Boehner, disse que a Câmara não tomará mais atitudes para evitar o corte automático de gastos e não entrará em novas discussões com Obama e os democratas no Congresso até que o Senado aprove sua proposta.

Boehner voltou a defender sua posição de que está apenas disposto a parar o processo de corte automático de gastos se o Congresso aprovar uma lei de substituição que esteja comprometida exclusivamente com os cortes de gastos.

O corte automático de gastos se refere aos US$ 85 bilhões de corte de gastos para este ano previsto para entrar em vigor na sexta-feira. As informações são da Market News International.

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