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Reino Unido aceita prender Charles Taylor

A decisão do Governo britânico de permitir que o ex-presidente liberiano Charles Taylor cumpra uma eventual pena no Reino Unido "elimina o principal obstáculo" para a realização do julgamento em Haia, afirmou nesta terça-feira a organização Human Rights Watch (HRW). O pedido foi feito pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Taylor foi detido em março e entregue ao Tribunal Especial de Serra Leoa, que o acusa de onze crimes de guerra e contra a humanidade, devido ao seu papel durante a guerra civil neste país africano, entre 1991 e 2002. "O Reino Unido deu um passo decisivo ao oferecer uma cela de prisão para Taylor se este for condenado", disse o diretor de Justiça Internacional da HRW, Richard Dicker, em comunicado divulgado em Londres. Na sua opinião, o anúncio feito pela ministra das Relações Exteriores britânica, Margaret Beckett, "põe fim a muitas semanas de negociações paralisadas sobre a localização do julgamento de Taylor".Ameaça à paz A chefe da diplomacia britânica disse que seu Executivo autorizaria, com prévia aprovação parlamentar, que o ex-presidente liberiano cumpra pena no Reino Unido, em resposta a um pedido do secretário-geral da ONU, Kofi Annan.Ela explicou que sua decisão era baseada em "dois argumentos de peso": "Em primeiro lugar, a presença de Taylor em Serra Leoa representa uma ameaça para a paz na região e, em segundo, estamos mostrando através de ações concretas o compromisso do Reino Unido com a justiça internacional". HRW advertiu, no entanto, sobre a necessidade de que o Tribunal Especial de Serra Leoa e seus doadores "redobrem seus esforços" para conseguir que o julgamento de Taylor seja acessível para a população da África Ocidental, se for mesmo realizado na Holanda.Taylor, de 58 anos e que vivia exilado na Nigéria desde agosto de 2003, foi detido pelas autoridades nigeriana quando tentava escapar para Camarões, e foi entregue depois ao Tribunal Especial de Serra Leoa, com sede em Freetown, capital do país.

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