John Sibley/REUTERS
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Reino Unido adia próxima fase de suspensão da quarentena por aumento de casos

País é o mais afetado da Europa em número de mortes, com mais de 46 mil óbitos; casos confirmados superaram 300 mil

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2020 | 10h27

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse nesta sexta-feira, 31, que adiará o próximo estágio de afrouxamento da quarentena por pelo menos duas semanas devido a um aumento nas taxas de infecção pelo coronavírus.

O líder conservador disse que é "preciso colocar o pé" no freio para manter o vírus sob controle. Cassinos, lugares para jogar boliche e pistas de patinação deveriam reabrir no sábado, assim como as salas de exposições. Recepções de casamento de até 30 pessoas também deveriam ser permitidas novamente.

A obrigação de usar uma máscara, até agora aplicada às lojas, será estendida de 8 de agosto para outros locais, como museus, cinemas e locais de culto. “Sei que os passos que estamos tomando serão um verdadeiro golpe para muitas pessoas. Sinto muito por isso, mas simplesmente não podemos correr o risco", disse Johnson.

Em um estudo semanal publicado na sexta-feira, o Escritório Nacional de Estatística (ONS) do Reino Unido informou que entre 20 e 26 de julho havia cerca de 0,78 novas infecções por covid-19 para cada 10 mil habitantes - algo como 4.200 novas infecções por dia. Isso representa um aumento em comparação com os 2.800 novos casos estimados por dia na semana anterior.

"O que vemos nos dados do ONS e em outros números é que provavelmente atingimos os limites do que podemos fazer em termos de abertura da sociedade", disse o diretor médico Chris Whitty com Johnson. 

Novas restrições já foram impostas aos moradores em partes do norte da Inglaterra desde sexta-feira. Os habitantes da Grande Manchester, partes do estado de Lancashire e Yorkhsire, no oeste, agora estão proibidos de se encontrar com outras pessoas em suas casas ou jardins.

O governo escocês anunciou que desaconselha qualquer viagem a essas regiões. "Para tentar não escalar o problema e minimizar o risco de transmissão adicional aqui, o governo escocês desencoraja fortemente viagens não essenciais entre a Escócia e essas regiões do norte da Inglaterra", anunciou a primeira-ministra Nicola Sturgeon no Twitter. 

De acordo com um levantamento em tempo real da Universidade Johns Hopkins, o Reino Unido é o terceiro país do mundo mais afetado em mortes decorrentes da covid-19, com 46.084. A nação está atrás apenas de Estados Unidos e Brasil. Os casos confirmados no país somam 303.913. / AFP e Reuters

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