Reino Unido adverte Rússia por situação na Ucrânia

"Não é suficiente apenas se envolver nas negociações em Minsk, enquanto tanques russos continuam atravessando as fronteiras com a Ucrânia", disse o premiê David Cameron

ANDRÉ ÍTALO ROCHA, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Estadão Conteúdo

28 de agosto de 2014 | 15h17

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, afirmou nesta quinta-feira que está "extremamente preocupado" com as evidências cada vez maiores de que tropas russas estão ampliando suas invasões na Ucrânia, aproveitando para advertir a Rússia de que, se isso não mudar, o país poderá sofrer "novas consequências".

"O presidente Vladimir Putin tem dito que a Rússia está disposta a encontrar uma solução pacífica para o conflito, mas essa declaração não tem credibilidade quando se tem notícia de que seu país continua apoiando os separatistas pró-Rússia com envio de armas e tropas", disse o primeiro-ministro britânico, em comunicado. "Não é suficiente apenas se envolver nas negociações em Minsk, enquanto tanques russos continuam atravessando as fronteiras com a Ucrânia".

Também nesta quinta-feira, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, disse que a União Europeia teve acesso a novos relatórios que apontam para uma presença crescente de tropas russas na Ucrânia e um avanço dos separatistas em regiões até então sem conflitos. Com essas novas informações, Cameron sustentou que tal postura precisa acabar e fez um apelo para que os russos seguissem um caminho diferente, buscando uma solução para a crise. "Se a Rússia não parar, então ela não terá dúvidas de que haverá novas consequências", disse.

O comunicado não especifica que tipo de consequências seriam essas, mas, até o momento, algumas sanções econômicas já foram impostas por Estados Unidos, União Europeia, Canadá, Austrália e Noruega. No próximo sábado, líderes da UE se reúnem em Bruxelas, na Bélgica, para discutir os conflitos na Ucrânia e possíveis novas sanções.

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