MOD / AFP
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Reino Unido encerra retirada de civis de Cabul em meio ao medo de novo atentado terrorista

Desde o início da operação de retirada, no último dia 13 de agosto, mais de 14 mil pessoas, entre britânicos e afegãos, foram removidos da área agora dominada pelo Taleban

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2021 | 10h19

Londres - O exército britânico termina neste sábado, 28, a retirada de mais de mil civis afegãos vinculados ao Reino Unido. Operação ocorre em meio a escalada de tensão no Afeganistão após o atentado suicida no aeroporto de Cabul que deixou 169 mortos na última quinta-feira, 26. 

Desde o início da operação de retirada, no último dia 13 de agosto, mais de 14 mil pessoas, entre britânicos e afegãos, foram removidos da área agora dominada pelo Taleban. Apesar da iniciativa, governo do Reino Unido confirmou que não será possível retirar todos os aliados no país. 

O chefe das forças armadas britânicas, o general Nick Carter, confirmou que a previsão do governo britânico é de finalizar a missão no Afeganistão ainda nas últimas horas de sábado enquanto aguardam os últimos voos de evacuação para os soldados. “Estamos chegando ao fim da evacuação, que ocorrerá durante o dia de hoje e depois, claro, será necessário tirar nossas tropas ", disse Carter à BBC, que declarou que as tropas do Reino Unido não estão totalmente “fora de perigo” já que essa etapa final ainda “pode dar errado”.  

O general ressaltou a preocupação com possíveis incidentes de "desordem pública" por parte da população afegã, como ocorrido na última semana no aeroporto de Cabul, quando civis tentavam se agarrar a um avião norte-americano para deixar o país. "As tropas que operam no local têm que estar em constante alerta e constantemente pensando em como lidar com a ameaça", lembrou Carter.

O chefe do Ministério da Defesa ainda lamentou os afegãos que ficaram presos no país após a tomada de poder do Taleban. “Eu acho que fizemos um trabalho extraordinário para evacuar o maior número possível de pessoas, mas é angustiante não ser capaz de tirar todos de lá", expôs o representante. (EFE)

 

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