Reino Unido confirma libertação de turistas na Etiópia

A ministra de Assuntos Exteriores britânica, Margaret Beckett, confirmou nesta terça-feira, 13, que os cinco europeus ligados à Embaixada do Reino Unido na Etiópia seqüestrados no começo do mês foram libertados.Os reféns, quatro britânicos e um francês, foram seqüestrados junto a vários guias etíopes que viajavam com eles no dia 1º de março, quando faziam um passeio turístico pela região de Afar, no norte da Etiópia, segundo fontes diplomáticas.Não foi divulgado se alguma quantia foi paga aos seqüestradores.Os cinco europeus foram libertados na Eritréia, país vizinho à Etiópia, e se encontram, "em termos gerais", em bom estado de saúde, sob responsabilidade do pessoal da Embaixada britânica em Asmara, confirmou Beckett."Informamos às famílias dos cinco, que se sentiram muito aliviadas e que querem se reunir com eles", acrescentou a chefe da diplomacia britânica."Continuamos preocupados com o bem-estar dos etíopes que foram capturados ao mesmo tempo em que o grupo europeu", indicou Beckett.Os cinco europeus libertados são o primeiro-secretário da Embaixada britânica em Adis-Abeba, Peter Rudge; dois membros do departamento de Desenvolvimento Internacional, Malcolm Smart e Laure Beaufils; o funcionários de administração Jonathan Ireland e a mulher do diretor do Conselho Britânico na capital etíope.A ministra de Assuntos Exteriores elogiou especialmente o pessoal da Embaixada britânica que trabalhou "incansavelmente" para conseguir a libertação dos europeus, enquanto agradeceu às autoridades etíopes, eritréias e de outros países da região por sua "excepcional" assistência.Um porta-voz oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, agradeceu aos governos da Etiópia e da Eritréia a ajuda para conseguir a libertação dos reféns.A captura do grupo, cujos dois veículos foram achados na semana passada com marcas de bala, aconteceu em uma área da região fronteiriça de Afar, um dos pontos de maior tensão na África devido à diferenças entre Etiópia e Eritréia.Os dois países se enfrentaram em uma guerra (1998-2000) que causou cerca de 100 mil mortes.

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