Anatoli Stepanov/EFE
Anatoli Stepanov/EFE

Reino Unido considera ‘todas as opções’ de sanções se a Rússia invadir a Ucrânia

Chanceler afirmou que maiores economias do mundo estão unidas ao alertar que incursão teria consequências 'massivas'

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2021 | 14h44

LIVERPOOL - O Reino Unido está considerando “todas as opções” de resposta a uma possível invasão da Ucrânia pela Rússia, afirmou neste domingo, 12, a chanceler Liz Truss, destacando que o país já usou sanções econômicas no passado para enviar mensagens diplomáticas a Moscou.

"Quando o Reino Unido quis enviar mensagens claras e atingir objetivos claros, estávamos preparados para usar sanções econômicas", disse Truss a repórteres em uma reunião de ministros do G7. "Estamos considerando todas as opções."

Truss também declarou que as maiores economias do mundo estão unidas ao alertar a Rússia de que uma invasão da Ucrânia teria consequências “massivas” -- embora em grande parte não reveladas. 

A intensificação de poderio militar da Rússia perto da fronteira com a Ucrânia foi o principal tema discutido entre os ministros das Relações Exteriores do G7 nas negociações realizadas em Liverpool, Reino Unido. 

Os EUA e seus aliados da Otan e do G7 temem que o movimento de tropas e armas russas para a região de fronteira possa ser o início de uma invasão e prometeram infligir pesadas sanções à economia russa se isso acontecer.

Moscou nega ter planos de atacar a Ucrânia e acusa Kiev de seus próprios projetos supostamente agressivos.

Truss, que discutiu a crise com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e outros diplomatas do G7, disse que o grupo estava enviando um "sinal poderoso para nossos adversários e aliados". “Deixamos claro que qualquer incursão da Rússia na Ucrânia teria consequências enormes, e haveria um custo severo'', disse ela.

Os EUA e seus aliados, no entanto, minimizaram as conversas sobre uma resposta militar, com esforços focados em sanções duras que afetariam a economia russa, ao invés de apenas indivíduos.

Nos EUA, repórteres perguntaram ao presidente Joe Biden no sábado sobre a possibilidade de enviar tropas de combate à Ucrânia, e ele disse que a ideia nunca foi cogitada. 

Os movimentos de expansão da China na região do Indo-Pacífico e o acordo nuclear com o Irã também estiveram na agenda da reunião do fim de semana.

Obter uma resposta unificada do G7, um grupo de países com interesses díspares, costuma ser difícil.

A Alemanha planeja obter gás da Rússia em breve por meio do controverso gasoduto Nord Stream 2, que contorna a Ucrânia. O Reino Unido, que não depende do gás russo, geralmente adota uma linha mais dura -- mas enfrenta questões difíceis sobre o distrito financeiro e o mercado imobiliário de Londres, ambos centros para o dinheiro russo.

Autoridades financeiras e bancárias do Reino Unido há muito são criticadas por supostamente fecharem os olhos aos ganhos ilícitos, mas Truss insistiu que o país tem “regras anticorrupção e lavagem de dinheiro muito fortes''.

As nações do G7 também estão cada vez mais preocupadas com o crescente domínio econômico e tecnológico da China, especialmente nos países em desenvolvimento. O G7 lançou a iniciativa de “Construir um Mundo Melhor'' para oferecer financiamento às nações em desenvolvimento que desejem executar grandes projetos de infraestrutura, como uma alternativa ao dinheiro da China que, argumenta o Ocidente, geralmente vem com restrições. Truss disse que o G7 está "preocupado com as políticas econômicas coercitivas da China". /REUTERS e AP

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