ISNA/Handout via REUTERS
ISNA/Handout via REUTERS

Reino Unido culpa o Irã por ataques a petroleiros

Chanceler britânico diz que a Guarda Revolucionária Iraniana foi a responsável

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2019 | 21h11

LONDRES - O ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Hunt, considerou nesta sexta-feira que é "quase certo" que o Irã está por trás dos ataques contra petroleiros no Golfo de Omã, apesar dos desmentidos do governo de Teerã.

"Condeno os ataques. Nossa avaliação nos leva a concluir que a responsabilidade recae quase com certeza sobre o Irã", disse o chanceler em um comunicado. 

A declaração do Ministério de Relações Exteriores culpou a Guarda Revolucionária Iraniana, a poderosa guarda de elite do Exército iraniano, pelo atentado de quinta-feira. "Nenhum outro ator estatal ou não estatal poderia ser responsável", acrescentou o comunicado.

Hunt pediu ao Irã que "cesse toda forma de ação desestabilizadora" e disse que o Reino Unido está trabalhando com outros países para tentar encontrar uma solução diplomática para a crescente tensão entre Teerã e Washington.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Antonio Guterres, pediu nesta sexta-feira uma investigação independente para estabelecer os fatos e responsáveis pelos ataques a dois navios-tanques, ocorridos nesta semana no Golfo de Omã.

Os Estados Unidos culparam o Irã pelos ataques na quinta-feira, acusação rejeitada por Teerã. Em meio às crescentes tensões, Guterres afirmou estar disponível para mediação se as partes concordarem, mas acrescentou que “no neste momento, não vemos um mecanismo possível de diálogo”.

Ambos os governos, dos EUA e da República Islâmica, declararam que não têm interesse em iniciar uma guerra, mas isso não foi suficiente para acalmar as preocupações de que os dois rivais possam entrar em conflito.

Trump elevou nesta sexta-feira a escalada de tensões ao insitir em culpar o Irã pelo atentado, mas manteve a esperança de dialogar em algum momento com os iranianos após a fracassada tentativa de mediação do Japão, cujo premiê, Shinzo Abe, se reuniu nos últimos dias com as autoridades iranianas para tentar convencê-las a negociar.

Os EUA divulgaram a imagem de um barco, supostamente iraniano, e um homem retirando do casco do petroleiro uma mina que não explodiu, supostamente para eliminar as provas de seu envolvimento no ataque.

Quatro navios, três deles petroleiros, doram alvos de ataques recentemente no Estreito de Ormuz, uma das principais vias do mundo para o transporte de petróleo. / AFP

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