Foto: EFE/EPA/CLEMENS BILAN
Foto: EFE/EPA/CLEMENS BILAN

Reino Unido deve 'assumir consequências' econômicas do Brexit, diz Merkel

Chanceler alemã endureceu o tom no momento em que as negociações para um acordo sobre futuras relações se encontram paralisadas

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2020 | 14h25

FRANKFURT - O Reino Unido terá de "assumir as consequências" de um relacionamento econômico mais fraco com a União Europeia após o processo do Brexit, disse a chanceler alemã Angela Merkel neste sábado, 27.

A líder alemã endureceu o tom no momento em que as negociações para um acordo sobre futuras relações se encontram paralisadas.

Embora o governo do primeiro-ministro britânico, o conservador Boris Johnson, queira definir qual será sua posição após a saída do país da UE, "então, é claro, ele terá que assumir as consequências, a saber: uma relação econômica menos estreita", afirmou Merkel, em entrevista a jornais da rede Europa, entre eles o francês Le Monde.

O Reino Unido deixou a UE em 31 de janeiro. Agora, negocia com Bruxelas, na tentativa de estabelecer uma relação comercial vantajosa com o bloco europeu ao término do período de transição, previsto para o final deste ano.

A Alemanha assume em 1º de julho a presidência rotativa de seis meses do Conselho da União Europeia.

"Devemos nos livrar da ideia de que somos nós quem definimos o que o Reino Unido vai querer", disse a chanceler, que sempre trabalhou para evitar um Brexit duro.

"O Reino Unido define, e nós, como uma UE de 27 (Estados-Membros), damos a resposta apropriada", acrescentou.

"Se o Reino Unido não quiser uma regulação comparável à da Europa em termos de meio ambiente, mercado de trabalho, ou normas sociais, nossas relações serão menos fortes", frisou. /AFP

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