Gareth Fuller/PA via AP
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Reino Unido deve banir voos do Brasil por preocupação com nova cepa, diz jornal

Premiê britânico deu 'pista' após ser pressionado sobre nova variante; 'Estamos implementando medidas', disse

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2021 | 17h52

LONDRES - O governo britânico se prepara para proibir voos do Brasil, em uma tentativa de combater a nova variante do coronavírus encontrada no Amazonas. As informações são do jornal The Guardian.

De acordo com o jornal, o premiê britânico, Boris Johnson, deu nesta quarta-feira, 13, uma "pista" de que as viagens seriam suspensas ao ser pressionado pela trabalhista Yvette Cooper. “Estamos implementando medidas extras para garantir que as pessoas que vêm do Brasil sejam verificadas e, de fato, impedindo as pessoas que vêm do Brasil”, disse Johnson ao ser perguntado sobre medidas imediatas contra a nova variante.

O Ministério da Saúde do Japão disse no domingo, 10, que detectou uma nova cepa de covid-19 em quatro viajantes do Estado do Amazonas, no Brasil, que apresentava 12 mutações, incluindo uma também encontrada em variantes altamente infectantes descobertas na Grã-Bretanha e na África do Sul.

Patrick Vallance, o principal consultor científico do Reino Unido, disse que a mutação brasileira tinha algumas das características das outras variantes do coronavírus.

"O que estamos vendo é que mutações estão surgindo em todo o mundo bastante semelhantes em termos de mudanças", disse ele ao programa Peston, da ITV, dizendo que a cepa brasileira parecia semelhante à sul-africana. Ele disse que não há evidências de que qualquer uma delas torne a doença mais grave.

"As mudanças que estamos vendo com as variantes são em grande parte em torno do aumento da transmissão; issotorna mais fácil passar de uma pessoa para outra, torna mais fácil pegar", disse ele.

Vallance afirmou ainda que não há evidências de que as vacinas sejam ineficazes contra cepa britânica, mas que ainda não é possível afirmar o mesmo sobre as variantes sul-africana e brasileira. "Há um risco um pouco maior de que isso pode alterar a forma como o sistema imunológico conhecido, mas não sabemos", disse. /Com Reuters

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