Reino Unido diz que soberania sobre Ilhas Malvinas é inegociável

Declaração foi resposta a pedido de Cristina Kirchner para retomada de negociações

Marina Guimarães, Agência Estado

18 Maio 2010 | 13h43

 

BUENOS AIRES - A Argentina recebeu nesta terça-feira, 18, uma nova negativa em sua pretensão de negociar a soberania das Ilhas Malvinas com o Reino Unido. Em resposta ao pedido da presidente Cristina Kirchner ao primeiro-ministro David Cameron, o governo britânico disse que "a soberania das Ilhas Malvinas é inegociável, salvo que os cidadãos do arquipélago o desejem". A reivindicação de Cristina foi feita durante a abertura da segunda sessão da Cúpula da União Europeia-Mercosul, em Madri.

 

"Queria pedir, em nome do meu país e cumprimentando o novo primeiro-ministro, por favor, retomemos nossas negociações em relação à soberania das Ilhas Malvinas", disse Cristina.

 

Contudo, a resposta não demorou a chegar e repetiu a postura do governo britânico de não abrir mão das ilhas em disputa. "Não temos nenhuma dúvida sobre a soberania das Ilhas Malvinas. Se aplica o princípio de autodeterminação definido pela Carta das Nações Unidas", afirmou o secretário de Estado do Reino Unido, Jeremy Browne.

 

"O Tratado de Lisboa claramente reafirma a posição da UE de que as Ilhas Malvinas são um território britânico de ultramar", completou Browne. "Embora estejamos em desacordo com Argentina sobre as Ilhas Malvinas, temos uma relação estreita e produtiva em uma variedade de temas, incluindo assuntos econômicos dentro do G-20 e a mudança climática", concluiu. Cristina também enviou uma carta ao novo governo de coalizão do Reino Unido após sua vitória eleitoral pedindo a retomada das negociações.

 

No início desse ano, petrolíferas inglesas iniciaram operações de exploração de petróleo nas águas das ilhas, reavivando a disputa territorial. A Argentina considera que as operações são ilegais, já que existe uma disputa sobre o arquipélago ocupado pelos ingleses desde 1833. A soberania pelas Malvinas - arquipélago localizado no Atlântico Sul chamado de Falkland pelos britânicos - é uma histórica reivindicação da Argentina, que foi à guerra contra o Reino Unido, em 1982, na qual sofreu uma dura derrota. O conflito armado matou 649 argentinos e 255 britânicos.

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