Tut.By via REUTERS
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Reino Unido e Canadá impõem sanções à Bielo-Rússia

Decisão foi tomada no mesmo dia em que presidente da França, Emmanuel Macron, se encontrou com a opositora Svetlana Tikhanovskaya

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2020 | 21h21

LONDRES - O Reino Unido e o Canadá decidiram nesta terça-feira, 29, impor sanções contra autoridades da Bielo-Rússia, no mesmo dia em que o presidente da França, Emmanuel Macron, se encontrou com Svetlana Tikhanovskaya, um dos maiores nomes da oposição do país. Os dois movimentos foram criticados pelo presidente russo, Vladimir Putin, que denunciou uma “pressão externa sem precedentes” contra o presidente Alexander Lukashenko.

A partir de quarta-feira, 30, oito autoridades da antiga república soviética, incluindo o presidente, não poderão entrar no Reino Unido e no Canadá e terão os bens congelados nos dois países. “Responsabilizaremos os autores da brutalidade contra o povo bielo-russo e defenderemos nossos valores de democracia e direitos humanos”, disse o chanceler britânico, Dominic Raab, afirmando que Londres e Ottawa não aceitam “os resultados da eleição fraudulenta” de Lukashenko.

Pouco depois de se encontrar com Tikhanovskaya, Macron disse, em um debate com estudantes na Universidade de Vilna, que a União Europeia, que também rejeitou a reeleição de Lukashenko, está preparando medidas punitivas. “A Europa está em posição de pressionar por meio de sanções, que tomaremos nos próximos dias e nas próximas semanas.” 

Macron pediu uma mediação internacional para organizar novas eleições, que seriam monitoradas. “O objetivo é uma transição pacífica, a libertação das pessoas que estão na prisão por suas opiniões políticas e a realização de eleições em um contexto livre, sob supervisão internacional”, disse o francês. 

A Bielo-Rússia está em crise desde as eleições de 9 de agosto. Tikhanovskaya reivindica a vitória contra Lukashenko, no poder desde 1994. A opositora se refugiou na Lituânia um dia após o resultado e, desde então, o país convive com grandes protestos contra o governo. / AFP e REUTERS 

 

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