Reino Unido e EUA não querem adiar acordo climático

Autoridades do Reino Unido e dos Estados Unidos afirmaram hoje que não trabalham com um "plano B" para o novo acordo sobre o clima a ser definido em dezembro, na 15ª Conferência das Nações Unidas, em Copenhague.

DANIELA MILANESE, Agencia Estado

19 de outubro de 2009 | 17h43

"Ninguém está falando em plano B, todos estão falando em plano A", disse o ministro de Meio Ambiente e Energia do Reino Unido, Ed Miliband. Para ele, a proximidade do prazo final para a definição das negociações é o que está concentrando as atenções dos participantes. "Não estamos pensando em postergar as negociações, portanto não pensamos em plano B nesse sentido", concordou o enviado especial dos Estados Unidos para Mudança do Clima, Todd Stern.

Eles participaram hoje, em Londres, do Major Economies Forum, reunião informal que antecedeu a convenção de Copenhague. O encontro contou com representantes de 17 países, entre eles o Brasil.

Os compromissos a serem adotados por países desenvolvidos e em desenvolvimento e a política de financiamentos para os projetos ambientais dominaram as discussões do encontro, que contou com uma série de reuniões fechadas desde ontem. Conforme Miliband, as conversas seguiram o objetivo de fechar a arquitetura para um acordo, já que os números específicos serão os últimos a serem definidos.

Ambos cobraram compromissos das nações emergentes, um dos grandes pontos de divergência nas negociações. "Não vou negar a responsabilidade histórica dos EUA, mas o crescimento das emissões de gases poluentes daqui para frente virá do mundo em desenvolvimento", disse Stern, respondendo sobre o fato de seu país ser considerado em posição defensiva para o acordo.

Para Miliband, apesar de as divergências terem diminuído após a reunião de hoje, já que existe a percepção de que ninguém está imune ao problema do aquecimento global, ainda falta "equilíbrio" para se chegar a um acordo. "Há um sentimento de que ''eu faço se você fizer''."

A possível ausência do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em Copenhague, foi alvo de questionamentos. Stern afirmou que "nada está descartado", mas a posição dos EUA é de que o encontro é de nível ministerial.

Segundo ele, Obama está "totalmente comprometido" com o assunto. "Os ministro têm de assumir responsabilidades, mas os líderes precisam estar envolvidos", argumentou Miliband. O Brasil esteve representado no encontro pelo embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, que já está retornando ao País.

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