Reino Unido e França pedem investigação na Síria

Reino Unido e França fizeram um apelo para que uma equipe de investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) possa entrar na região próxima a Damasco, supostamente bombardeada com agentes químicos pelas forças de segurança do regime do presidente Bashar Assad. Os dois países são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

AE, Agência Estado

21 de agosto de 2013 | 10h57

Segundo o ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague, o governo do Reino Unido deverá levar a questão para o Conselho. Hague se mostrou bastante preocupado com os relatos de que centenas de pessoas foram mortas por causa de ataques aéreos com armas químicas.

"Estamos procurando urgentemente mais informações. Mas é claro que se [os relatos]forem verificados, isso marcaria uma escalada chocante no uso de armas químicas na Síria", disse Hague em um comunicado.

As autoridades sírias negaram que o Exército usou armas químicas nesta quarta-feira, segundo a agência de notícias AFP.

Hague pediu que o governo sírio permita que uma equipe da ONU no país tenha acesso imediato a área. Os agentes da ONU estão investigando relatos anteriores de uso armas químicas

Para o chefe da missão da ONU na Síria, Ake Sellstrom, é preciso ir ao local e analisar a situação, pois o alto número relatado de mortos e feridos "parece suspeito".

O presidente francês François Hollande seguiu a mesma do ministro britânico e afirmou que os relatos "exigem verificação e confirmação", segundo a porta-voz do governo Najat Vallaud-Belkacem. Hollande também disse que pedirá que a equipe da ONU se dirija para o local e esclareça a situação.

Os EUA, o Reino Unido e a França haviam dito anteriormente que estão convencidos de que as forças de Assad usaram gás sarin, um agente proibido por tratados internacionais. Como resultado, os EUA disse que iria fornecer apoio militar aos rebeldes sírios.

O Conselho de Segurança, que é responsável pela paz e segurança internacionais, é composto por cinco membros permanentes - China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos - e 10 Estados-membros não-permanentes que servem um mandato de dois anos. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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