Reino Unido e Suécia criticam Equador

O Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido afirmou nesta quinta-feira que está desapontado com a decisão do governo do Equador de conceder asilo político para o australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks. O governo britânico disse ainda que planeja cumprir sua obrigação legal de extraditá-lo para a Suécia, onde o australiano enfrenta acusações de estupro.

AE, Agência Estado

16 de agosto de 2012 | 11h38

Por sua vez, o Ministério de Relações Exteriores da Suécia convocou seu embaixador em Quito para discutir a situação. O porta-voz do ministério, Anders Jorle, disse nesta quinta-feira que é "inaceitável que o Equador esteja tentando interromper o processo judicial sueco."

Assange nega as alegações de estupro, dizendo que o processo criminal tem motivações políticas, apenas um subterfúgio para efetuar sua extradição para os Estados Unidos. O WikiLeaks vazou centenas de milhares de documentos secretos dos norte-americanos.

Assange tentou reverter a decisão de deportá-lo para a Suécia, mas perdeu em todas as instâncias. Por isso, está refugiado na embaixada do Equador em Londres há oito semanas. O ministro de Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, anunciou a decisão de acolher o australiano nesta quinta-feira. O ministro afirmou que seu país considera que o fundador do WikiLeaks sofre "perseguição política" dos EUA. "Não é impossível que ele seja tratado de maneira cruel, condenado à prisão perpétua, ou até mesmo à morte", disse Patiño em Quito. "O Equador está convencido de que os direitos processuais foram violados."

Patiño não explicou como seu país planeja transportar Assange da embaixada para o Equador. O Reino Unido prometeu prendê-lo e extraditá-lo para a Suécia assim que colocar o pé para fora da representação diplomática. Cerca de 20 policiais estão posicionados do lado de foram da embaixada - assim como 25 simpatizantes do asutraliano. As informações são da Associated Press e Dow Jones.

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