Reino Unido envia forças ao Iraque para segurança de Harry

O Exército britânico enviou forças especiais ao Iraque a fim de assegurar uma melhor proteção do príncipe Harry, que deve viajar em breve a esse país junto com seu regimento.Segundo o jornal dominical The Observer, um destacamento especial chegou ao sul do Iraque com a missão de observar de perto as milícias do país árabe e reforçar os serviços de inteligência e de segurança.Grupos de milicianos iraquianos têm dito que conhecem o local para o qual o regimento do príncipe será enviado, os ´Blues and Royals´.No sábado, 28, mesmo, o comandante de uma unidade de insurgentes iraquianos assegurou que um de seus objetivos era capturar Harry. O rebelde contou ainda que tem homens infiltrados nas bases britânicas que o manterão informado sobre a chegada do terceiro na linha de sucessão do trono britânico.Há uma semana, o Observer revelou a existência de supostos planos para o seqüestro e o assassinato de Harry, que é subtenente.A preocupação com essa possibilidade obrigou o Ministério da Defesa a revisar seu plano de enviar o príncipe para o sul do Iraque, onde fará missões de reconhecimento em um veículo encouraçado à frente de cerca de dez homens.Segundo os tablóides dominicais, no que pareceu uma despedida num clube noturno de Londres, o neto de Elizabeth II, de 22 anos, admitiu ter medo e estar nervoso, mas acrescentou que faria o que seus chefes mandassem.Com sua namorada, Chelsy Davy, ao lado, o príncipe Harry reconheceu que está sendo tomado por sentimentos opostos, mas afirmou que é uma honra para ele servir a seu país.Por outro lado, o ministro da Defesa, Des Browne, quis deixar claro aos comandantes do Exército que não está disposto a assumir a responsabilidade do envio ao Iraque do filho mais novo de Charles e Diana.Segundo o The Independen on Sunday, Browne exigiu do Exército garantias de que todos os riscos serão cuidadosamente avaliados antes do envio do jovem ao front.Espera-se que o chefe do Exército, o general Richard Dannatt, apresente esta semana sua decisão definitiva, não sem antes se reunir com a rainha Elizabeth II e o príncipe Charles.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.