Reino Unido enviará conselheiros militares para auxiliar rebeldes líbios

Enviados trabalharão em conjunto com Conselho Nacional de Transição, órgão político dos insurgentes

Associated Press

19 de abril de 2011 | 18h57

TRÍPOLI - O Reino Unido anunciou nesta terça-feira, 19, que enviará até 20 conselheiros militares à Líbia par auxiliar os rebeldes que lutam para derrubar o regime do ditador Muamar Kadafi. Os insurgentes e as tropas do ditador travam confrontos há dois meses e as batalhas não resultam em progressos para nenhum dos lados.

 

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Os enviados britânicos ajudarão na organização dos rebeldes. Muitos dos líbios contrários ao regime de Kadafi receberam pouco treinamento militar, já que se uniram às forças insurgentes voluntariamente. A ajuda britânica, porém, ficaria restrita a esse plano, sem que haja fornecimento de armas aos opositores, de acordo com informações passadas pelo secretário de Exteriores do Reino Unido, William Hague.

 

 

"Como a escala da crise humanitária aumentou, também cresceu a urgência da ampliação dos nossos esforços para defender os civis contra os ataques das forças de Kadafi", disse o diplomata. Os britânicos já forneceram equipamentos de batalha para os rebeldes, mas apenas coletes e telefones, e não armamentos.

 

De acordo com Hague, os conselheiros se unirão a outros diplomatas britânicos que já trabalham com os opositores líbios em Benghazi, o principal reduto dos rebeldes. Eles atuarão em conjunto com o Conselho Nacional de Transição, o braço político da organização insurgente que comanda a parte leste do país e já foi reconhecido pela Itália, pela França e pelo Catar.

 

"Eles vão aconselhar o Conselho Nacional de Transição sobre como melhorar suas estruturas militares organizacionais, a logística e a comunicação, inclusive sobre como melhorar a distribuição de ajuda humanitária e de medicamentos", detalhou Hague, reiterando que o objetivo não é ajudar militarmente o movimento que quer derrubar Kadafi.

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