Ben STANSALL / AFP
Ben STANSALL / AFP

Reino Unido estima outras 85,5 mil mortes por covid-19 em um novo surto na região

Relatório sugerindo 'pior cenário e não uma previsão', entre julho e março do ano que vem, foi 'vazado' pela rede pública BBC 

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2020 | 06h57

   

LONDRES - Um relatório do governo britânico vazado pela rede pública BBC sugere que no 'pior cenário' o Reino Unido poderia registrar 85.500 mortes por covid-19 de julho a março de 2021. O documento observa que, embora novas medidas de restrição possam ter que ser introduzidas para conter a disseminação do coronavírus, as escolas provavelmente permaneceriam abertas. Esse relatório foi elaborado pelo grupo de assessoria científica Sage, que tenta ajudar o serviço público de saúde deste país e as autoridades locais em face dos meses de inverno. 

O grupo esclarece que o documento levanta "um cenário e não uma previsão" e que os números que embaralha estão sujeitos a "incerteza significativa". Isso representaria um aumento notável em relação ao número de mortes ocorridas no primeiro surto, que até o momento já resultou em 41.573 mortes, segundo os últimos dados oficiais.

O modelo usado por Sage estima as mortes entre julho deste ano e março do ano que vem e é baseado em dados do Instituto Nacional de Estatísticas Britânico. O relatório aponta que na Inglaterra e no País de Gales pode haver 81 mil mortes por covid-19, além de outras 27 mil por outras causas não relacionadas ao coronavírus e estima 2.600 mortes pela doença na Escócia e outras 1.900 na Irlanda do Norte. Esses números sugerem que cerca de 2,4% das pessoas infectadas poderiam ser internadas nesse período e que 20,5% dos pacientes internados teriam que ser transferidos para a unidade de terapia intensiva. Ainda segundo o documento, 23,3% dos pacientes hospitalizados morreriam por causa da infecção. 

Um assessor do governo destacou que o Executivo "preparou" e continua "diante da possibilidade de uma ampla gama de cenários". Por sua vez, em declarações divulgadas neste sábado, 29, pelo jornal The Times, o ministro britânico da Saúde, Matt Hancock, sugere que as medidas restritivas só sejam suspensas depois do próximo Natal, para evitar uma "repercussão" nos casos. Essa manchete observou que "uma segunda onda é claramente visível em outras partes do mundo" e isso representa "uma ameaça muito séria". Até o momento, entretanto, "no Reino Unido estamos conseguindo manter o número de novos casos estável combinando testes e bloqueios locais", acrescentou. / Efe

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