Daniel Leal-Olivas/AFP
Daniel Leal-Olivas/AFP

Reino Unido estuda criação de certificado internacional para viajar sem covid-19

Estados Unidos e Cingapura participam das negociações para a criação de um sistema de certificação internacional que permite viagens para passageiros sem a doença

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2021 | 19h51

LONDRES - O ministro dos Transportes do Reino Unido, Grant Shapps, revelou nesta quarta-feira, 10, que está em conversações com seus colegas nos Estados Unidos e Cingapura sobre a possibilidade de criar um sistema de certificação internacional que permite viajar se o passageiro estiver vacinado contra a covid-19.

"No futuro haverá um sistema internacional para os países verificarem se alguém foi vacinado ou testado antes de viajar", afirmou Shapps à rede britânica BBC.  

A British Airways, companhia aérea britânica, informou que colabora com o TravelPass, aplicativo que permite armazenar informações sobre vacinas e testes autorizados para agilizar os procedimentos de viagem. O aplicativo desenvolvido em parceria com a International Air Transport Association (IATA) pode ser utilizado a partir de abril. 

Além da colaboração com a TravelPass, a British Airways é a primeira companhia aérea do Reino Unido a testar desde 4 de fevereiro, em conjunto com a American American Airlines, "o passaporte de saúde móvel" da Very FLY, que permite verificar se os requisitos sanitários dos países são atendidos antes de voar.

Por enquanto, é ilegal viajar no Reino Unido por motivos não essenciais e o governo aumentou as restrições aos visitantes para evitar a disseminação de variantes estrangeiras altamente contagiosas do coronavírus. Todos os viajantes que chegam ao Reino Unido já são obrigados a apresentar um teste de covid-19 negativo e devem se isolar por 10 dias.

A partir de segunda-feira, os viajantes provenientes de países considerados de risco máximo, como Brasil, Portugal e África do Sul, deverão cumprir a quarentena em hotel especialmente designado, assumindo todas as despesas. 

Aqueles que mentem sobre a visita a áreas de risco enfrentam penas de até 10 anos de prisão, com multas de até 10 mil libras (R$ 74.333 reais) para quem violar a quarentena./COM EFE  

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