Adrian Dennis/AFP
Adrian Dennis/AFP

Reino Unido faz teste de porta em porta para frear variante africana

Agentes de saúde farão pente-fino em região com 80 mil pessoas onde casos da nova cepa foram detectados 

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2021 | 20h57

LONDRES - As autoridades de saúde britânicas lançaram nesta segunda-feira, 1º, uma ampla campanha de testes de porta em porta para diagnosticar infecções pelo coronavírus em oito áreas do país, após detectar casos da variante da África do Sul nessas regiões. Moram nas áreas que passarão pelo pente-fino, que inclui uma pequena parte de Londres, uma população de cerca de 80 mil pessoas. 

De acordo com o Ministério da Saúde britânico, desde 22 de dezembro, foram detectados 105 casos da variante nessas regiões. Nos últimos três dias, foram 11 notificações sem relação aparente com qualquer viagem das pessoas que foram infectadas.

“Esses casos não parecem estar relacionados no momento. As notificações estão em partes bem distintas do país e são mais provavelmente relacionados a alguém que potencialmente teve uma infecção assintomática quando chegou do exterior”, disse a consultora médica do governo, Susan Hopkins.

“Estamos procurando casos adicionais na comunidade para ver onde podemos encontrar links e tentar fechar e eliminar a transmissão entre as pessoas”, disse Hopkins, afirmando que as vacinas usadas “nos testes mostraram-se eficazes contra a variante sul-africana”.

O ministro da Saúde, Matt Hancock, convocou todos os moradores das áreas afetadas a fazer o teste, independentemente de apresentarem sintomas ou não. Para garantir que ninguém fique de fora, agentes de saúde visitarão todas as casas.

“Temos uma equipe de voluntários que vai ter uma carta. Eles vão bater nas portas das pessoas com um kit de teste, vão explicar o que está acontecendo, vão deixar o kit para a pessoa tirar a amostra e voltarão pouco depois para pegar o material”, disse Tim Oliver, responsável pelo Condado de Surrey, no sudoeste de Londres, uma das áreas que serão vasculhadas pelos agentes de saúde.

Desde que os primeiros casos da mutação sul-africana foram detectados no Reino Unido, no final de dezembro, o governo proibiu todos os voos diretos para o país. Posteriormente, fez o mesmo com todos os países da América do Sul, Panamá e Portugal, em decorrência da descoberta de uma variante do vírus originada na Amazônia brasileira.

Com sua própria cepa mais contagiosa, identificada em dezembro no sul da ilha, o Reino Unido passa por uma nova onda de infecções e um terceiro bloqueio. O país, que já vacinou 9,3 milhões de seus 66 milhões de habitantes, tenta evitar que a importação de novas cepas torne as vacinas menos eficazes. No Reino Unido, o país mais afetado da Europa, foram registradas 106.500 mortes. 

Quadrilhas vendem exame negativo falso a viajantes

Golpistas estão produzindo e vendendo certificados falsos de teste negativo de coronavírus em aeroportos, estações de trem e pela internet em toda a Europa, disse hoje a agência de segurança da União Europeia (UE), segundo o jornal The Guardian.

“Enquanto as restrições de viagem permanecerem em vigor em razão da situação da covid-19, é altamente provável que a produção e venda de certificados de teste falsos prevaleçam”, disse a Europol, a agência de coordenação e cooperação policial do bloco, em um comunicado.

“Dados os meios tecnológicos amplamente disponíveis, na forma de impressoras de alta qualidade e diferentes softwares, os fraudadores são capazes de produzir documentos falsificados de alta qualidade. Os Estados-membros devem estar vigilantes.”

A Europol e a Interpol já haviam alertado sobre gangues vendendo vacinas falsas – ou roubando vacinas reais – e inundando o mercado com máscaras faciais, desinfetantes para as mãos e produtos médicos falsificados./COM AFP 

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