PRU/AFP
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Reino Unido lamenta morte de parlamentar que defendia permanência na UE

Jo Cox, deputada do Partido Trabalhista de 41 anos, foi assassina a tiros e facadas na quinta; ação suspende campanhas e coloca referendo no limbo

O Estado de S. Paulo

17 Junho 2016 | 09h24

BIRSTALL, INGLATERRA - O Reino Unido entrou em luto nesta sexta-feira, 17, em razão do assassinato da parlamentar Jo Cox por um homem armado em um ataque que colocou no limbo o referendo de 23 de junho sobre a permanência ou não na União Europeia.

Jo Cox, apoiadora da permanência britânica na UE, foi baleada e esfaqueada em seu distrito eleitoral, próximo a Leeds, no norte da Inglaterra, por um homem que, segundo testemunhas,  teria gritado "Britain first" - (Grã-Bretanha primeiro, em português), grupo político de extrema direta com discurso radical contra imigrantes e favorável ao Brexit - antes do ataque. Esta informação, no entando, ainda não foi confirmada pelas autoridades.

Um homem de 52 anos, cujo nome seria Thomas Mair, foi preso por autoridades próximas ao local e armas, incluindo uma arma de fogo, foram recuperadas.

A morte de Jo gerou uma pausa na campanha sobre o referendo da UE. Embora os motivos do assassino não estejam imediatamente claros, alguns especulam que simpatia por Jo pode impulsionar a campanha de permanência, que foi recentemente superada pelos que defendem a saída do país do bloco europeu. A polícia informou que não estava em posição de discutir o motivo do ataque.

"Jo acreditava em um mundo melhor e ela lutou por isso todos os dias de sua vida com uma energia e entusiasmo pela vida que deixariam a maioria das pessoas exaustas", disse o viúvo de Jo, Brendan. "Ela desejaria duas coisas acima de tudo num momento como este: que os nossos preciosos filhos sejão banhados em amor; que todos nos unamos para lutar contra o ódio que a matou."

A bandeira britânica foi hasteada em meio mastro sobre o Parlamento, em Downing Street (residência oficial e o escritório do primeiro-ministro David Cameron) e no Palácio de Buckingham, enquanto centenas de pessoas em Birstall realizaram uma homenagem em uma igreja local. A rainha Elizabeth deve enviar uma carta particular com suas condolências ao marido de Jo.  

Várias pessoas, muitas delas chorando, depositaram flores do lado de fora do Parlamento. Ao lado de uma foto de Jo sorrindo, dezenas de velas brancas foram acesas ao lado de um quadro de mensagens no qual as pessoas escreveram mensagens expressando seu pesar.

"Você não pode assassinar a democracia", dizia uma das mensagens. "Vamos nos unir contra o ódio", escreveu outra pessoa na homenagem a política. / REUTERS

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