Daniel Leal-Olivas/AFP
Daniel Leal-Olivas/AFP

Reino Unido libera entrada de turistas brasileiros vacinados sem passar por quarentena

Estrangeiros de outros 46 países que foram retirados da lista de restrições de viagens em razão da pandemia de covid-19 também se beneficiam da medida

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2021 | 16h03
Atualizado 07 de outubro de 2021 | 20h47

LONDRES - O Reino Unido retirou nesta quinta-feira, 7, 47 dos 54 países de sua lista vermelha de restrições a viagens internacionais em razão da pandemia de covid-19. Com isso, a partir do dia 11 deste mês as pessoas desses 47 países, entre eles o Brasil, podem viajar ao Reino Unido sem obrigação de ficar em quarentena, desde que estejam vacinadas.

Aqueles que não estão vacinados, ou tenham recebido a vacina por meio de um programa nacional não reconhecido pelo Reino Unido, continuam tendo de cumprir a quarentena e apresentar os dois testes PCR negativos. 

Apenas sete países continuam na lista vermelha de restrições, todos localizados na América Latina: Colômbia, Equador, Haiti, República Dominicana, Panamá, Peru e Venezuela. Apenas cidadãos britânicos ou residentes podem deixar esses países em direção ao Reino Unido sem passar pela quarentena obrigatória de 10 dias.

Os brasileiros, até a decisão desta quinta, também precisavam cumprir 10 dias de quarentena em hotéis designados pelo governo britânico e pagavam as estadias por conta própria, valor de cerca de US$ 2,4 mil (cerca de R$ 13 mil). 

“Estamos facilitando o reencontro de famílias e entes queridos ao reduzir significamente o número de destinos na lista vermelha, graças, em parte, ao aumento dos esforços de vacinação em todo o mundo”, afirmou o ministro dos Transportes britânico, Grant Shapps. Ele disse que, com menos restrições “e mais pessoas viajando, todos nós podemos continuar avançando com segurança em nosso caminho de recuperação”.

Testes

A partir de segunda-feira, além de não precisarem mais cumprir a quarentena, os brasileiros e outros estrangeiros totalmente imunizados vindos dos países liberados s não precisarão apresentar um teste negativo de covid-19 nem realizar testes PCR na chegada ao Reino Unido. No lugar disso, terão de apresentar um teste de antígenos no segundo dia de estadia.

De acordo com as regras atuais, os viajantes devem fazer testes PCR mais caros para a triagem do segundo dia após a chegada. As pessoas que não foram totalmente vacinadas devem fornecer um novo teste PCR no oitavo dia.

Além da redução da lista vermelha, o governo também anunciou que em breve os passageiros poderão usar a foto de um teste como requisito mínimo para verificar um resultado negativo. Esta mudança – que derrubaria a exigência de testes dois dias após a chegada no Reino Unido de pessoas totalmente vacinadas de países fora da lista vermelha – entraria em vigor no “fim de outubro”, disse o Departamento de Transporte.

Os setores turístico e aéreo britânicos sofreram muito com a pandemia e vinham pressionando Londres a aliviar as medidas com relação a viagens internacionais.

O Reino Unido eliminou neste mês as categorias verde e âmbar das restrições de viagens, motivo pelo qual os turistas procedentes de qualquer outro destino deverão se submeter a um único teste de coronavírus ao chegarem, caso estejam totalmente vacinados. 

O ministro do Interior britânico, Sajid Javid, anunciou que esse teste poderá ser de antígenos, não necessariamente o de PCR. Para os vacinados, continua sendo obrigatório testar negativo em um teste três dias antes de viajar e passar por outros dois testes no território britânico, no segundo e no oitavo dias após a chegada, além de cumprir uma quarentena de dez dias em lugar escolhido pelo viajante.

“As medidas anunciadas ontem marcam o próximo passo da abertura às viagens. Oferecem estabilidade aos passageiros e à indústria”, afirmou Shapps. A decisão foi tomada em reunião na manhã nesta quinta-feira, após discussões sobre a segurança da abertura das fronteiras do país.

Como parte de uma simplificação das viagens internacionais, o Reino Unido reconhece regularmente as vacinações realizadas em mais partes do mundo. Assim, a partir de segunda-feira, aceitará como válidas as vacinas em 37 novos países e territórios que incluem Brasil, Chile, Hong Kong, Índia, África do Sul e Turquia.

As companhias aéreas e a indústria de viagens elogiaram a “melhoria do sistema”, mas pediram aos ministros que implementem mudanças nos testes o mais rápido possível e considerem a eliminação dos exames para passageiros que chegam de países de baixo risco. Um porta-voz do Aeroporto de Heathrow, em Londres, disse à BBC que as mudanças anunciadas “darão início a um Reino Unido global”.

Autoridades britânicas registraram nesta quinta-feira outros 40.701 novos casos de coronavírus em 24 horas – o maior número desde 6 de setembro – e 122 mortes. Desde o início da pandemia, o Reino Unido teve mais de 8 milhões de casos e 137.816 mortes. / REUTERS, AFP e EFE

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