Reino Unido não descarta uso de força militar contra Kadafi

Premiê pede ao ministro da Defesa que trabalhe em plano de criar uma zona de exclusão aérea

ANDRÉ LACHINI, Agência Estado

28 de fevereiro de 2011 | 14h51

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que seu país não descartou o uso de "ativos militares" para confrontar o governante da Líbia, Muamar Kadafi. Ele também disse ao Parlamento que pediu ao ministro da Defesa que trabalhe "com nossos aliados" no plano de criar uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, informa o jornal The Wall Street Journal.

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"De maneira alguma descartamos o uso de ativos militares", disse Cameron. "Nós não podemos tolerar que esse regime use a força militar contra o próprio povo." O Reino Unido já usa seus militares para retirar cidadãos da Grã-Bretanha da Líbia, mas Cameron pareceu dizer ao Parlamento que poderá enviar as Forças Armadas contra os soldados e mercenários leais a Kadafi. Alguns líderes ocidentais têm analisado a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, numa tentativa de evitar que Kadafi use aviões para bombardear os insurgentes e os civis.

Ao lado da França, o Reino Unido é o único país europeu com capacidade militar de usar a força imediata na Líbia. Durante o fim de semana, forças especiais foram usadas para retirar civis britânicos da Líbia, enquanto uma fragata da Marinha Real retirou britânicos do porto de Benghazi na semana passada.

Cameron afirma que o Reino Unido já retirou mais de 600 cidadãos britânicos que estavam em 20 locais diferentes ao redor da Líbia. Ele estima que ainda existam 150 britânicos na Líbia, dos quais muitos têm dupla nacionalidade e cuja maioria prefere ficar no país norte-africano. "Nossa mensagem para o coronel Kadafi é simples: vá embora", disse Cameron. As informações são da Dow Jones.

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