EFE/Andy Rain
EFE/Andy Rain

Reino Unido presta homenagem discreta à princesa Diana

Às vésperas de completar 20 anos do trágico acidente que matou Lady Di, William e Harry devem visitar o jardim branco criado em homenagem à mãe; segundo o Palácio de Kensington, nenhum ato oficial está programado

O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2017 | 11h12

LONDRES - O Reino Unido presta nesta quarta-feira, 30, uma sóbria homenagem à princesa Diana Spencer, 20 anos após sua morte em um acidente de carro em Paris. A tragédia deixou o país e o mundo em choque.

Enquanto a imprensa britânica multiplica os programas e especiais sobre a ainda muito popular princesa de Gales, seus filhos William e Harry planejam visitar o jardim branco criado em homenagem a ela no Palácio de Kensington, onde morava em Londres.

Nele predominam flores de tons brancos, com alguns toques de cor, especialmente plantadas este ano para homenagear a Lady Di. Em frente às cercas do Palácio, buquês de flores, mensagens e fotos começaram a se acumular na terça-feira, depositados por centenas de pessoas.

Preocupados em perpetuar o compromisso de sua mãe e preservar seu legado, os dois príncipes também devem se encontrar com representantes de organizações beneficentes que ela apoiava, longe do glamour do gigantesco espetáculo que eles prepararam em Londres para os lembrar os 10 anos da tragédia.

De acordo com o Palácio de Kensington, nenhum ato oficial está previsto para quinta-feira, 31 de agosto, dia em que Diana perdeu a vida aos 36 anos em um acidente de carro em Paris, em 1997. Na ocasião, ela estava com seu novo namorado, o produtor de filmes egípcio Dodi Al-Fayed.

Desde seu noivado com o príncipe Charles, quando era apenas uma tímida jovem de 20 anos, passando por seu papel de mãe dedicada e defensora de causas humanitárias, até sua morte, Diana desestabilizou a família real britânica e marcou uma geração.

Amiga de atores famosos e personagem midiática, Lady Di, cuja imagem pública escondia uma personalidade atormentada, construiu uma popularidade mundial ao demonstrar empatia com os desfavorecidos. Suas confidências revelaram também uma mulher independente que tomou certas liberdades em relação ao protocolo e às tradições monárquicas.

Legado

Para ancorar permanentemente a memória de sua mãe, William e Harry também encomendaram uma estátua de Diana para ser erguida em algum momento até o fim do ano nos jardins de Kensington.

Foi esse processo de legado que os levou a quebrar anos de silêncio oficial em torno de sua mãe para falar sobre ela, pela primeira vez de coração aberto, em um documentário exibido em julho na rede de televisão britânica ITV.

"Harry e eu sentimos intensamente que queremos celebrar sua vida", disse William, de 35 anos, no filme em que seu irmão e ele evocaram uma ferida ainda viva. Os dois príncipes, que substituíram sua mãe atraindo a atenção das câmaras e nas capas dos tabloides, também recuperaram o testemunho de seus compromissos oficiais, da luta contra as minas terrestres até a defesa dos sem-teto, passando pela consciência sobre problemas de saúde mental.

A influência de Diana sobre a monarquia continuou mesmo após sua morte, o que prejudicou gravemente a imagem de Windsor. A rainha Elizabeth II foi especialmente muito criticada por sua suposta insensibilidade à morte de sua ex-nora e à dor de seus súditos.

Forçada a se modernizar, a família real saiu fortalecida da tragédia. Hoje, a soberana é mais respeitada do que nunca, em um momento em que seu reinado bate recordes de longevidade.

A jovem geração, incluindo William, sua mulher, Kate, e seus dois filhos renovaram os ares em Buckingham. E o príncipe Charles, de quem Diana se divorciou em 1996, casou-se com sua amante, Camilla Parker Bowles, e se prepara para um dia subir ao trono. / AFP

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