Reino Unido quer ajudar Paquistão a controlar fronteira

O Reino Unido quer intensificar a cooperação com o Paquistão a fim de ajudar o país a proteger sua fronteira com o Afeganistão e a impedir insurgentes do Taleban de lançarem ataques contra o território afegão, disse na segunda-feira a ministra britânica das Relações Exteriores, Margaret Beckett. O vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, também viajou até o Paquistão para uma visita surpresa. Cheney defendeu a adoção de medidas mais duras para enfrentar o Taleban e o ressurgimento da Al-Qaeda no Afeganistão. Beckett afirmou ter conversado com o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, sobre um comunicado a ser divulgado em Londres, ainda na segunda-feira, e no qual o Reino Unido deve anunciar o envio de mais soldados para o território afegão. "Também aproveitei essa chance para reconhecer as medidas adotadas pelo Paquistão contra o Taleban no intuito de garantir o controle da fronteira com o Afeganistão. E aprofundar as manobras de cooperação entre nós poderia fortalecer aquelas medidas", afirmou a ministra a repórteres. O ano passado foi o mais violento do Afeganistão desde a derrubada do Taleban do poder, em 2003. E, em vista das ameaças do Taleban de realizar uma ofensiva a partir da primavera, o ano de 2007 pode ser tão ruim ou até mesmo pior do que o de 2006. Há cerca de 45 mil soldados estrangeiros no Afeganistão, a maior parte deles integrando a força da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) liderada pelos EUA. O Reino Unido colocou 5.200 militares na força da Otan, a maior parte deles na violenta Província de Helmand. E o ministro britânico da Defesa, Des Browne, deve anunciar o envio de reforços na segunda-feira. Comandantes norte-americanos presentes no Afeganistão dizem que, para derrotar o Taleban, os redutos do grupo do lado paquistanês da fronteira precisam ser fechados. Questionada sobre se o Paquistão estava adotando as medidas necessárias para enfrentar o problema, Beckett respondeu: "Vale para todos nós dizer que ainda não conseguimos adotar medidas capazes de acabar com algumas dessas ameaças." O Paquistão reconhece que alguns militantes cruzam sua porosa fronteira com o Afeganistão a fim de enfrentar o governo afegão, aliado do Ocidente, e algumas das forças estrangeiras que dão apoio a ele. Mas ressalta estar adotando todas as manobras possíveis para impedir que o façam.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.