Oli SCARFF / AFP
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Reino Unido reabre escolas em início de plano de desconfinamento

Planejamento do governo britânico tem quatro etapas para permitir reabertura e evitar novo surto de infecções; país é um dos cinco com mais mortes no planeta

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2021 | 15h01

LONDRES - Milhões de crianças e adolescentes do Reino Unido voltaram para as salas de aulas nesta segunda-feira, 8, pela primeira vez em dois meses, após terem aguentado seu segundo período prolongado em casa por causa de um bloqueio nacional para desacelerar o disseminação da covid-19. 

A reabertura das escolas a todos os alunos é o primeira passo em um plano governamental de quatro estágios. O objetivo é tentar prevenir o país contra um novo surto de infecções após uma devastadora onda de casos no inverno que sobrecarregou os hospitais.

Desde o início da pandemia, o Reino Unido registrou 124.500 mortes, o o quinto maior número no mundo e o pior na Europa. Para adultos na Inglaterra, o lockdown continua em vigor, com contato social restrito, pessoas sob ordens de permanecer em casa, exceto por motivos essenciais e a maioria das lojas fechadas. Cafés e restaurantes só podem oferecer comida para viagem ou entrega.

"Recuperar todas as escolas tem sido nossa prioridade e o primeiro passo do nosso roteiro de volta à normalidade", escreveu no Twitter o primeiro-ministro Boris Johnson. A reabertura de escolas é um grande alívio para milhões de pais que passaram meses fazendo malabarismos com o trabalho e as crianças em casa. 

Alunos da escola primária voltam para suas salas de aula e playgrounds com algumas regras novas, como a impossibilidade de brincar com uma criança de fora de uma "bolha" definida, chegadas e partidas escalonadas e lavagem das mãos frequente. Para escolas secundárias, os requisitos são maiores: testes em massa para os adolescentes - uma dor de cabeça logística para escolas - e obrigatoriedade do uso de máscara. 

Apesar das restrições, é consenso que levar crianças de volta às escolas é urgente para sua saúde mental, educação e oportunidades de vida. A maioria dos alunos havia perdido mais de três meses de escola na primavera e no início do verão de 2020, quando o Reino Unido esteve sob seu primeiro bloqueio nacional. / Reuters e AFP

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