Andrew Testa / The New York Times
Britânicos participam do Carnaval de Somerset, uma das antigas tradições do país, que eles acreditam estar em risco com a imigração de cidadãos da União Europeia Andrew Testa / The New York Times

Britânicos participam do Carnaval de Somerset, uma das antigas tradições do país, que eles acreditam estar em risco com a imigração de cidadãos da União Europeia Andrew Testa / The New York Times

Separação da UE: Reino Unido ruma para o desconhecido

O Brexit será concluído de qualquer maneira. O que acontece depois? Poucos parecem se importar

Steven Erlanger / The New York Times , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Britânicos participam do Carnaval de Somerset, uma das antigas tradições do país, que eles acreditam estar em risco com a imigração de cidadãos da União Europeia Andrew Testa / The New York Times

O Reino Unido passou por sua quinta grande eleição em cinco anos: três eleições gerais e dois plebiscitos, um sobre independência escocesa e outro sobre Brexit. A vitória do Brexit, em junho de 2016, afetou a integridade da política britânica, causando estragos nos partidos tradicionais

A situação alimentou novas divisões na sociedade e um severo nacionalismo inglês que ameaça o futuro do reino, com a Escócia e a Irlanda do Norte profundamente preocupadas em deixar a União Europeia e em dúvida quanto ao futuro brilhante e radiante que os defensores do Brexit profetizaram.

O mais bizarro é que a maioria dos britânicos agora pensa que teria sido melhor permanecer na UE. Mas a maioria, segundo pesquisas, também acredita que os resultados do plebiscito do Brexit devem ser respeitados. Depois de se manifestar uma vez, há três anos e meio, eles querem que os políticos respeitem seu voto, mesmo que agora acreditem que foi um erro.

Os britânicos estão exaustos e eles tiveram o que muitos consideram uma escolha ruim entre Boris Johnson, um conservador de classe alta com uma longa reputação de mentiroso, e Jeremy Corbyn, um socialista envelhecido e impopular. O Reino Unido está ansioso, as lealdades tradicionais se rompendo, à beira de uma transição para o desconhecido

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A rainha Elizabeth II resiste, aos 95 anos, e seu herdeiro, Charles, o príncipe de Gales, está se ajustando agora a um trabalho para o qual ele nasceu, há 71 anos, idade em que a maioria das pessoas já se aposentou. Portanto, o slogan inteligente de Johnson cria o clima: “Conclua o Brexit”. Ponha um fim ao impasse e às brigas. Tente tornar atraente algo que não é. Claro, isso iniciará outra rodada de tediosas negociações sobre comércio, mas o Brexit será concluído, figurativamente, de qualquer maneira. O que acontece depois? Poucos parecem se importar. 

Andrew Testa, que tirou essas fotografias em uma longa turnê pelo Reino Unido, resume o estado de espírito do país. Os que votaram pelo Brexit tinham muitos motivos: soberania britânica, nacionalismo inglês, burocracia europeia, influência alemã e francesa em Bruxelas e o temor de que muitos imigrantes estrangeiros alterassem as identidades nacional e regional.

O Carnaval de Somerset é uma das antigas tradições que os britânicos acreditam estar em risco com a mudança demográfica, com a imigração de trabalhadores de partes mais pobres da UE. O surgimento de bairros de poloneses, com tensões nas escolas e serviços de saúde, deram vitória ao Brexit em Lincolnshire. Os imigrantes também criaram concorrência por trabalho. Assim, mesmo em áreas com poucos imigrantes, os britânicos que perderam seus empregos nas indústrias culpam os estrangeiros por seus problemas. Após o Brexit, o governo pode restringir ainda mais o número de pessoas autorizadas a trabalhar e viver no Reino Unido. Isso preocupa algumas empresas, especialmente fazendas, cafeterias, hotéis e restaurantes, em razão da falta de mão de obra.

Alguns dos que votaram no Brexit mudaram de opinião, observando algumas das consequências, especialmente no comércio com o continente, o maior mercado do Reino Unido. Muitos produtos estarão sujeitos a tarifas e atrasos na entrega, e alguns subsídios da UE, especialmente para a agricultura, desaparecerão. 

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John Gray, agricultor de produtos orgânicos, acha que sua filha Rebecca, de 14 anos, poderá substituí-lo a tempo. Mas ele se preocupa em deixar o mercado único europeu e o que isso significa para seus produtos. Outros em Northumberland, como criadores de ovelhas, também se arrependem do voto no Brexit. Irritados com a papelada da Europa, eles agora enfrentam a possibilidade de perder completamente os subsídios. E depois haverá a burocracia para os regulamentos alfandegários e de saúde, se eles quiserem continuar exportando seus produtos.

Os laços com a Europa danificaram os laços com a comunidade britânica. Os defensores do Brexit preveem novos laços comerciais com as ex-colônias, incluindo os EUA, o que compensaria a perda do comércio europeu. Alguns britânicos de ascendência indiana e paquistanesa votaram no Brexit para limitar o número de europeus que poderiam ir para o Reino Unido trabalhar e viver, pensando que haveria mais espaço para imigrantes da Ásia.

Um dos pontos-chave para a conclusão do Brexit será a fronteira entre a Irlanda do Norte e a Irlanda. “Nenhuma fronteira na ilha da Irlanda” foi uma das grandes realizações do Acordo da Sexta-Feira Santa, de 1998, que trouxe paz à ilha. Ele criou um governo descentralizado na Irlanda do Norte e desarmou paramilitares de ambos os lados – republicanos, que pediam a reunificação da Irlanda, e unionistas que defendiam lealdade ao Reino Unido.

O pacto removeu postos fronteiriços entre norte e sul, permitindo liberdade de movimento e comércio, semelhante à queda do Muro de Berlim. Mas, agora, o plano de Johnson para o Brexit ameaça essa paz, ao manter a Irlanda do Norte na órbita econômica da UE, separando-a do restante do Reino Unido – algo que os unionistas consideram uma “traição” histórica. Essas fotos mostram a vida ao longo da fronteira que ninguém quer reconstruir. As pessoas estão cansadas das disputas e muitas estão cansadas de estar à mercê de políticos distantes, em Londres, muitos dos quais consideram a Irlanda do Norte um incômodo que ficou para trás.

As paixões, a raiva e a toxicidade evocadas pelo Brexit foram mais visíveis nas manifestações à frente do Parlamento, onde os mais exaltados se reúnem com bandeiras, alto-falantes e cartazes. É aqui que as câmeras de TV aparecem. É uma forma de democracia na era televisiva, mas dificilmente melhora a qualidade do debate.

A bolha de Londres também é sagrada e pode girar com muita frequência em torno da Inglaterra, do comércio e dos interesses financeiros da capital britânica. Essas coisas são importantes – 80% da economia britânica depende do setor de serviços, não da indústria ou da agricultura. Mas o debate dentro da bolha de Londres muitas vezes se perde em cansaço e na raiva das três outras nações do reino – Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Apenas Gales votou pelo Brexit, que despertou movimentos de independência em cada uma delas.

A Inglaterra responde por cerca de 84% da população do Reino Unido e possui a maior parte da riqueza. Portanto, há ressentimento das outras nações, que têm as próprias histórias e assembleias autônomas, mas muitas vezes se sentem tratadas com indulgência por Londres.

Esse sentimento é forte na Escócia, com cerca de 8% da população, que é governada por um partido separatista, o Partido Nacional Escocês (SNP). Mesmo em Gales, que tem uma ligação muito mais estreita com a Inglaterra e tem apenas cerca de 5% da população, há entusiasmo pela independência.

A história importa. Todo país vive segundo suas tribos, mitos e glórias passadas. O Reino Unido não é diferente. Um dos principais motivadores do Brexit é o antigo senso de separação do Reino Unido do continente, separado pelo Canal da Mancha, com apenas 34 quilômetros de extensão em seu ponto mais estreito. Afinal, o Túnel da Mancha acaba de celebrar seu 25.º aniversário. O império britânico também era, em grande parte, não europeu, e o Reino Unido, é claro, estava do lado vencedor da 2.ª Guerra. Os britânicos lutaram bravamente contra os nazistas e nunca foram ocupados, e aguentaram o tempo suficiente para que os EUA entrassem na guerra e para que a União Soviética derrotasse a Alemanha.

As baterias e estações de radar do litoral podem estar desmoronando ao longo da costa britânica, mas o orgulho da vitória sobre o fascismo, especialmente frente a uma Europa Continental conquistada e ocupada, continua sendo uma linha vital na identidade britânica. O ex-presidente francês, Charles de Gaulle, encarava o Reino Unido como diferente, uma nação insular marítima, e vetou seu pedido de adesão à então Comunidade Econômica Europeia, em 1963 e em 1967. O Reino Unido finalmente se uniu, em 1.º de janeiro de 1973, após a morte de De Gaulle. Agora, 47 anos depois, se prepara para sair e um novo capítulo se abre na história da ilha. / Tradução de Claudia Bozzo

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    Johnson avança sobre classe operária e redutos da esquerda britânica

    Premiê conservador faz campanha em pátio de fábrica, corre atrás de frango em fazenda, segura peixe na feira e conquista voto de regiões do Reino Unido que sempre foram fiéis ao Partido Trabalhista, construindo maioria confortável no Parlamento

    Redação, O Estado de S.Paulo

    15 de dezembro de 2019 | 05h00

    LONDRES - Blyth Valley, comunidade de mineradores no nordeste da Inglaterra, caiu nas mãos do Partido Conservador pouco antes da meia-noite. Wrexham, reduto trabalhista por mais de 80 anos, elegeu um deputado conservador já na madrugada de sexta-feira. Great Grimsby, um porto decadente no norte do país, que votava na esquerda desde a 2.ª Guerra, também sucumbiu à onda azul de Boris Johnson. Quando amanheceu, estava evidente que a política britânica havia mudado.

    Claire Ainsley, analista da Joseph Rowntree Foundation, diz que há anos os trabalhistas vêm perdendo o voto da classe operária britânica. “Isso vem acontecendo pelo menos desde 1990. O fenômeno desta eleição é que o declínio se tornou mais acentuado e os conservadores estão conseguindo afastá-los do Partido Trabalhista”, disse Claire ao jornal The Sun.

    Nas últimas semanas de campanha, Johnson investiu em redutos históricos da esquerda em Midlands e no norte da Inglaterra, prometendo defender o sistema de saúde público e cortar impostos para assalariados de baixa renda. Deu certo. Segundo o instituto YouGov, a esquerda perdeu uma boa parte da classe operária desde a última eleição, em 2017 – dos 44% que votaram nos trabalhistas, apenas 30% repetiram o voto agora.

    A fuga dos eleitores já podia ser sentida no plebiscito do Brexit, em 2016, quando 62% da classe operária votou pela saída do Reino Unido da União Europeia. A decadência econômica e a sensação de terem sido abandonados pelo Estado se encaixaram no discurso populista de Johnson, que durante a reta final da campanha, nas últimas duas semanas, foi visto pelo interior do país em fábricas de pneus, cercando frango, preparando tortas, segurando peixe no mercado de Grimsby e vendendo doce na feira.

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    Do outro lado, Johnson foi ajudado por um Partido Trabalhista cada vez mais sem identidade com os trabalhadores. Um estudo recente da University College London mostrou que, nos anos 20, sete a cada dez candidatos trabalhistas vinham da classe operária. Hoje, apenas um vem da base.

    A posição ambígua do líder trabalhista, Jeremy Corbyn, que não definiu uma posição clara sobre o Brexit, também foi fatal para a esquerda no Reino Unido. “O Partido Trabalhista de hoje não se parece em nada com o trabalhismo que a maioria dos operários conheceu”, afirmou Esther McVey, deputada conservadora.

    A opinião de McVey é compartilhada por um adversário histórico, Alan Johnson, ex-secretário do Interior do governo trabalhista de Gordon Brown. “Corbyn foi um desastre logo de cara. Todo mundo sabia que ele não conseguiria conduzir a classe operária nem para fora de uma sacola de papel”, disse o ex-secretário durante um programa de debates na ITV, após a eleição de quinta-feira.

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    “O partido precisa escutar. Senão, vai morrer”, disse Ian Murray, único deputado trabalhista eleito na Escócia, que pediu a saída de Corbyn. “Para o bem do país, não só o líder tem de ir embora. A ideologia também.”

    Esta semana, o Partido Conservador saiu das urnas com uma maioria confortável de 39 deputados. A bancada cresceu 66 cadeiras, chegando a 365 – o melhor resultado do partido desde Margaret Thatcher, em 1987. Os trabalhistas tiveram o pior desempenho desde 1935, perdendo 42 deputados e com uma bancada reduzida a 203.

    Com poder no Parlamento, Boris Johnson terá agora caminho livre para aprovar sua agenda política, incluindo restrições de imigração, um novo orçamento e a conclusão de tratados de livre-comércio, especialmente com EUA, Austrália, Nova Zelândia e Japão, que substituiriam as perdas com o mercado europeu.

    Seu governo, no entanto, não pode perder tempo. O Reino Unido já enfrenta a saída de empresas por causa do Brexit. Elas buscaram refúgio na Europa, especialmente em Paris, Amsterdã, Frankfurt e Dublin. Segundo dados oficiais, até abril, os bancos já haviam retirado do país US$ 1 trilhão e as companhias de seguro e de gestão de ativos haviam transferido US$ 130 bilhões. 

    No longo prazo, conciliar os interesses do mercado financeiro e da classe operária pode se tornar uma estratégia incompatível. Segundo muitos analistas, os conservadores sabem que o voto dos trabalhadores tem prazo de validade. “Johnson tem duas tarefas agora. Primeiro, conseguir um bom acordo comercial com a União Europeia. Depois, aprovar suas ideias no Parlamento”, afirmou Jill Rutter, do Institute for Government, que monitora as ações do governo. “Mas ele tem de fazer alguma coisa logo.” / CÉLIA FROUFE, COM AGÊNCIAS

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    The Economist: Brexit dá impulso ao nacionalismo escocês

    Defensores da independência da Escócia acreditam que eleição britânica oferece janela para um novo plebiscito

    The Economist, O Estado de S.Paulo

    15 de dezembro de 2019 | 03h00

    Se a consequência mais importante das eleições no Reino Unido é a ruptura da União Europeia, a segunda mais importante é que o próprio Reino Unido talvez não sobreviva ao Brexit

    O grande avanço do Partido Nacional Escocês (SNP) – que aumentou sua bancada de 35 para 48 deputados, de um total de 59 possíveis –, combinado com o crescente abismo entre a política inglesa e a escocesa, significa que as bases para outro plebiscito sobre a independência da Escócia saíram muito fortalecidas.

    Para o restante do Reino Unido, a eleição foi sobre o Brexit. Mas, para o SNP, como toda a política, foi sobre a independência escocesa. Desde o plebiscito de 2014, em que o separatismo foi derrotado, o SNP vem defendendo uma nova votação. 

    O novo plebiscito estimulou o movimento pró-independência e o SNP obteve uma vitória esmagadora nas eleições de 2015, embora tenham recuado um pouco em 2017. O resultado da eleição de quinta-feira reforça seu argumento.

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    O mesmo acontece com a divisão cada vez mais acentuada entre a política escocesa e a do restante do país. O Partido Trabalhista, que costumava considerar a Escócia como um feudo, ficou reduzido a um único deputado escocês. Os conservadores, que avançaram na Escócia em 2017, retrocederam desta vez. Jo Swinson, a líder dos liberal-democratas, perdeu o cargo. 

    Coloque tudo isso junto e os partidos que defendem a união entre Escócia e Inglaterra estão agora quase invisíveis ao norte da fronteira. Embora o SNP seja governo há 12 anos, e apesar da desilusão natural que aflige os partidos que governam há tanto tempo, os nacionalistas escoceses tiveram outro desempenho notável nas eleições de quinta-feira.

    Mas a eleição foi complicada – muito mais no norte do que no sul da fronteira. A Escócia votou para permanecer na UE (62% a 38%) e o SNP prometeu ao eleitor que votar neles seria a melhor maneira de evitar o Brexit. Isso parece ter conseguido convencer muita gente a deixar de lado suas dúvidas sobre o SNP. 

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    No entanto, embora a opinião pública pareça ter caminhado levemente em direção à independência – que foi de 55% a 45%, em 2014, para cerca de 50% a 50% agora –, a Escócia permanece fortemente dividida sobre o assunto. Portanto, a grande questão para os escoceses é se o resultado da eleição é a consequência de uma votação tática para evitar o Brexit ou se representa uma mudança na opinião pública escocesa sobre seu futuro relacionamento com o restante do Reino Unido.

    O SNP aposta na última alternativa e argumenta que outro plebiscito sobre independência precisa ser realizado porque os fatos nos quais as pessoas votaram em 2014 mudaram. No último plebiscito sobre a independência, um dos argumentos da campanha foi que, se a Escócia deixasse o Reino Unido, enfrentaria a incerteza de permanecer na UE. 

    Agora, os escoceses sabem que, ficando no Reino Unido, enfrentarão a incerteza que o Brexit trará. Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia e líder do SNP, disse que solicitará uma permissão para outro plebiscito logo após a eleição.

    Mas, por mais razoável que pareça esse argumento, o caminho para outra votação não é claro. Não cabe ao governo escocês decidir. Apenas Londres tem esse direito. E Boris Johnson já disse que não quer um plebiscito, com o argumento de que “o povo britânico e o povo da Escócia foram informados, em 2014, que o plebiscito era “um evento único” para esta geração.

    No entanto, as coisas podem mudar na próxima eleição escocesa, em 2021. Alister Jack, o secretário de Estado escocês, disse, no mês passado, que “o mandato democrático para uma nova votação é uma questão para ser resolvida em 2021”. Como ele foi um dos poucos conservadores que conseguiram se eleger deputado na Escócia, sua opinião pode ter algum peso.

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