(JESSICA TAYLOR / UK PARLIAMENT / AFP)
(JESSICA TAYLOR / UK PARLIAMENT / AFP)

Reino Unido se prepara para receber estrangeiros vacinados

Ontem, o ministro dos Transportes, Grant Shapps, declarou que os britânicos não vão mais precisar cumprir o período de quarentena quando retornarem dos países da chamada “lista âmbar”

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2021 | 13h00

O governo britânico anunciou nesta sexta-feira, 9, que espera apresentar “nas próximas duas semanas” um plano para permitir que pessoas totalmente vacinadas contra a covid-19 no exterior possam viajar para o Reino Unido sem necessidade de quarentena, como os residentes britânicos. 

Ontem, o ministro dos Transportes, Grant Shapps, declarou que os residentes do Reino Unido não vão mais precisar cumprir o período de quarentena quando retornarem dos países da chamada “lista âmbar”, que inclui a Espanha, mas não a América do Sul, se estiverem vacinados contra a covid-19.

“A partir de 19 de julho, os residentes do Reino Unido que foram totalmente vacinados pelo programa de imunização britânico não precisarão mais se isolar quando voltarem para a Inglaterra”, disse em sessão no Parlamento.

Pondo fim ao terceiro confinamento imposto em janeiro passado, o governo britânico suspenderá as restrições restantes em 19 de julho, incluindo a obrigação de usar máscara em ambientes fechados.

O anúncio gerou dúvidas sobre o que aconteceria com os expatriados britânicos ou os estrangeiros vacinados em outros países.  

“É algo em que estamos trabalhando muito ativamente”, afirmou hoje o ministro de Transportes ao canal Sky News. 

“Quanto aos prazos, creio que poderei dizer algo a mais nas próximas duas semanas”, acrescentou.

O objetivo é poder “reconhecer os aplicativos móveis ou certificações de outros países”, o que será “mais fácil para alguns lugares como a União Europeia”, que conta com um passaporte digital como o Reino Unido, do que para os Estados Unidos, onde os sistemas de certificados variam muito entre estados e são principalmente de papel, destacou. 

Um sindicato de agentes de imigração alertou que os controles sobre vacinação que seriam introduzidos para as chegadas aos aeroportos britânicos poderiam provocar filas muito longas, de até seis horas, em relação às duas horas atuais. 

“É uma decisão política comprovar o status da covid de 100% das chegadas, e esse é especialmente o problema”, disse a porta-voz do grupo, Lucy Moreton, à BBC.  

Shapps também defendeu a decisão de permitir que mil torcedores italianos assistam à final da Eurocopa, marcada para o próximo domingo, entre Itália e Inglaterra, no estádio de Wembley em Londres, sem a necessidade de uma quarentena prévia.  

“Vão diretamente para ver o futebol e vão embora 12 horas depois, não podem viajar para nenhum outro lugar”, explicou. / AFP

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