AP
AP

Autor de ataque em Manchester não atuou sozinho e era parte de uma célula, diz polícia

Três homens foram presos na cidade como parte de uma investigação sobre o atentado; ministro do Interior francês afirma que o suspeito, Salman Abedi, deve ter passado pela Síria e tinha ligações com EI

O Estado de S.Paulo

24 Maio 2017 | 05h51
Atualizado 24 Maio 2017 | 14h11

MANCHESTER, REINO UNIDO - O autor do atentado ocorrido na cidade inglesa de Manchester ao fim do show da cantora pop americana Ariana Grande não atuou sozinho e era parte de uma célula, afirmou nesta quarta-feira, 24, a polícia local, confirmando uma suspeita já expressada pelas autoridades.

"Está claro que estamos investigando uma célula", disse à imprensa o comandante da polícia de Manchester, Ian Hopkins, ao ser questionado se estavam procurando especificamente o homem que fabricou a bomba que matou 22 pessoas e deixou 59 feridos.

Anteriormente, uma ministra britânica havia afirmado que o homem-bomba provavelmente não agiu sozinho. Soldados foram mobilizados para diversos pontos da cidade para ajudar a prevenir mais ataques.

Ainda nesta quarta-feira, três homens foram presos em Manchester como parte de uma investigação sobre o ataque, segundo a polícia. "Três mandados foram emitidos no sul de Manchester em conexão com a investigação em andamento", disse um porta-voz da polícia local.

O nível oficial de ameaça no Reino Unido foi elevado na véspera pela primeira vez em uma década para o máximo - "crítico" - o que quer dizer que um outro ataque pode ser iminente.

A ministra do Interior britânica, Amber Rudd, disse que cerca de 3,8 mil soldados serão mobilizados para as ruas do Reino Unido, assumindo serviços de segurança em lugares como o Palácio de Buckingham e a rua Downing Street, onde fica a residência oficial da primeira-ministra, para que os policiais possam focar em patrulhas e no trabalho de investigação.

A polícia identificou o britânico Salman Ramadan Abedi, de 22 anos, como o responsável pela explosão na Manchester Arena no fim do show de segunda-feira. "Parece provável, possível, que ele (Abedi) não estava fazendo isso sozinho", disse Amber à rádio BBC. Ela também afirmou que ele já era conhecido pelas forças de segurança antes da explosão. 

Para o ministro do Interior francês, Gérard Collomb, o autor do atentado "provavelmente" passou pela Síria. "Atualmente, sabemos apenas o que os investigadores britânicos nos contaram. É uma pessoa de nacionalidade britânica, de origem líbia, mas que cresceu no Reino Unido e que, de repente, após uma viagem à Líbia e provavelmente à Síria, se radicalizou e decidiu cometer o atentado", disse o ministro em uma entrevista ao canal de televisão BFM. 

Questionado se acreditava que Abedi teve o apoio de uma rede, Collomb respondeu: "Isso ainda não é sabido, mas talvez. Em qualquer caso, (ele tinha) conexões com o Estado Islâmico que foram comprovadas."

Londres. Um homem foi detido na noite de terça-feira 23 no aeroporto de Stansted, ao norte de Londres, sob a suspeita de querer viajar para a Síria com objetivos terroristas, informou a polícia britânica.

O homem, de 37 anos, mas cuja identidade não foi divulgada, foi detido por agentes da Scotland Yard antes de entrar em um voo com destino à Turquia, de onde pretendia supostamente viajar para a Síria, segundo as forças da ordem. Ele está em uma delegacia do sul de Londres enquanto agentes revistam duas moradias no norte da capital britânica. 

Durante a tarde, mais uma pessoa foi presa perto de Wigan, no noroeste do Reino Unido. O homem "estava com um pacote cujo conteúdo estamos examinando atualmente", informa o comunicado da polícia. Com este, já cinco os presos em razão das investigações do ataque. / REUTERS, EFE e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.