Reino Unido tem a maior greve no setor público desde 79

O Reino Unido enfrentou nesta quarta-feira a maior greve em uma geração, com cerca de 2 milhões de professores, funcionários do controle da imigração e outros setores públicos cruzando os braços. Nos hospitais, foram canceladas ou adiadas 6 mil cirurgias e 62% das escolas públicas não abriram, segundo informações do jornal The Guardian, que citou sindicatos. Os trabalhadores protestaram contra planos do governo para fazê-los se aposentarem mais tarde e pagarem mais por suas pensões. As medidas de austeridade do primeiro ministro David Cameron, do Partido Conservador, tem como objetivo reduzir a dívida pública de 967 bilhões de libras (US$ 1,5 trilhão). A polícia metropolitana de Londres disse que 52 pessoas foram detidas em manifestações e tumultos.

AE, Agência Estado

30 de novembro de 2011 | 17h27

Cerca de dois terços das 21.700 escolas públicas britânicas ficaram fechadas nesta quarta-feira, com a adesão muito forte dos professores à greve, principalmente na Inglaterra e no País de Gales. Sindicatos dos trabalhadores disseram que dois milhões de funcionários públicos aderiram à paralisação, a maior desde a infame disputa trabalhista de 1979, o "Inverno do Descontentamento", que precedeu na época a chegada da conservadora Margareth Thatcher ao poder como premiê.

Serviços de emergência, como ambulâncias e socorristas, só atenderam casos extremos, quando os pacientes corriam risco iminente de morrer. Embora o temor fosse de caos nos aeroportos, isso em grande parte foi evitado ou amenizado com medidas de contingência. No Aeroporto de Heathrow, as empresas aéreas alertaram os passageiros de que poderiam ocorrer atrasos de até 12 horas na passagem pela imigração por causa da greve, mas os voos que chegaram nesta quarta-feira dos Estados Unidos, dos países europeus e da Ásia não foram muito afetados.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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