Yui Mok/PA via AP
Yui Mok/PA via AP

Reino Unido tem mais de 8 mil mortes e Espanha vê início de 'controle'

No Reino Unido, a expectativa é de que o pico da doença no País esteja próximo, podendo ocorrer no domingo de Páscoa

Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2020 | 11h51

LONDRES - O governo do Reino Unido atualizou há pouco seus dados sobre a Covid-19 revelando que o número de mortos subiu 953 nas últimas 24 horas, depois de 881 da véspera, para um total de 8.114 vítimas fatais. Tanto na Inglaterra quanto em Londres os números foram os maiores até agora em um dia. Há a expectativa de que o pico da doença no País esteja próximo, podendo ocorrer no domingo de Páscoa, e o Sistema Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) se prepara para um "tsunami" de casos neste fim de semana.

O jornal The Guardian trouxe hoje um material exclusivo apontando que o total de vítimas fatais ligadas ao coronavírus possa estar subestimado em até 1 mil por causa de mortes ocorridas em casas de repouso sem estarem sendo contabilizadas. O primeiro-ministro Boris Johnson segue hospitalizado por causa da doença e no estágio inicial de recuperação, de acordo com Downing Street, após ter ficado na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) por três noites. "Ele continua com muito bom humor", disse um porta-voz do governo.

Na Espanha, que tem o maior número de casos confirmados da Europa (157.022), o primeiro-ministro Pedro Sánchez disse no Parlamento, após os deputados aprovarem uma extensão de 15 dias ao estado nacional de emergência, que "o fogo começa a ficar sob controle". O país registra um total de 15.843 mortes.

A maior letalidade da Covid-19 em termos absolutos ainda é vista na Itália, com um total de 18.279 pessoas. Lá, há 143.626 casos confirmados. Alemanha e França estão muito próximas nessa medição, cada país com mais de 118 mil ocorrências.

 Os Estados Unidos são o país onde há a maior quantidade de casos em todo o mundo: 466.299. Segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins, o total de casos no globo já passa de 1,6 milhão, com mais de 97 mil vítimas fatais desde que a doença foi identificada.

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