Matthew Childs/Reuters
Matthew Childs/Reuters

Reino Unido tem recorde de mortos por coronavírus

Em 24 horas, foram 786 óbitos e 3,6 mil novas infecções, números que mostram que a pandemia vem se acelerando no país 

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 19h33

 

LONDRES - O Reino Unido registrou nesta terça-feira, 7, um recorde de 786 mortes e 3,6 mil novos casos de coronavírus em 24 horas, dados que mostram que a pandemia vem se acelerando no país. A síntese da calamidade é a situação do primeiro-ministro, Boris Johnson, que ocupa um quarto de UTI no hospital St. Thomas, em Londres. O governo britânico disse que ele recebeu oxigênio durante o dia, mas garante que Johnson respira sem a ajuda de aparelhos.

O modelo estatístico do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), centro de pesquisa da Universidade de Washington, que tem sido usado pela Casa Branca e vários governos do mundo, prevê que o Reino Unido será o país mais afetado da Europa e terá 40% do total de mortes no continente, podendo chegar a 66 mil em agosto – com um pico de até 3 mil óbitos por dia, com base no avanço da doença no início da pandemia.

O Reino Unido atingiria o ápice do surto no dia 17, segundo o IHME, quando o país precisaria de pelo menos 102 mil leitos de hospital – o sistema de saúde britânico tem apenas 18 mil disponíveis. O país também não terá vagas de UTI e respiradores suficientes para todos, segundo os dados da Universidade de Washington.

Muitos analistas britânicos, porém, preferem adotar o modelo do Imperial College, de Londres, que mostra um cenário menos catastrófico, de um mínimo de 20 mil mortos, contanto que o governo mantenha as duras medidas restritivas. “O modelo da IHME não se aplica ao Reino Unido”, disse Neil Ferguson, professor do Imperial College, responsável pelo estudo que convenceu Johnson a declarar quarentena no país, no dia 23 de março.

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