Reivindicações dos estudantes chilenos aceitas parcialmente

O governo da presidente Michelle Bachelet aceitou parte das reivindicações dos estudantessecundaristas, que desde terça-feira estão em greve nacional no Chile. "Resolvi tomar novas medidas para garantir que nossos jovens estudem tranqüilos e em boas condições", afirmou a presidente socialista, em mensagem transmitida por cadeia nacional de televisão e rádio. Entre as medidas estão o passe livre para todo jovem que precise de transporte público gratuito, "24 horas por dia, sete dias por semana e durante todo o ano letivo", disse a presidente. Bachelet também anunciou bolsas de estudos para 155 milestudantes e um projeto para modificar a Lei Orgânica Constituciona de Ensino. Além disso, prometeu criar um Conselho Presidencial paraa Educação. Bachelet destacou que "hoje é momento da reforma da qualidade e de decidir o futuro do país. Queremos um Chile mais justo para seupovo e seus estudantes". A presidente enfatizou a importância de igualdade de oportunidades para os jovens. Para ela, o governo deve atuar deforma responsável em todos os setores. Por isso, explicou que algumas reivindicações eram "muito caras", como o transporte gratuito. Assembléia"O custo estaria na faixa de 166 bilhões de pesos (US$ 313.207) ao ano, o que é equivalente a 33 mil novas casas populares, ou a atender 230 mil crianças a mais em creches", comparou Bachelet. "OExecutivo não faz promessas que não possa cumprir", acrescentou. As medidas foram anunciadas por Bachelet um dia antes de expirar oultimato da Assembléia Coordenadora de Estudantes Secundários, que ameaçava convocar uma greve "social" no país na próxima segunda-feira se as suas reivindicações não fossem atendidas. César Valenzuela, um dos dirigentes de entidade, afirmou após a mensagem do governante que neste sábado haverá uma assembléia para analisar as propostas do governo e tomar uma decisão. Os estudantes chilenos promoveram novas manifestações que terminaram em incidentes. Segundo a polícia, que repeliu os protestos com gases lacrimogêneos e jatos de água no centro da capital, houve pelo menos 80 detidos e vários feridos.

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