Relações entre Cuba e EUA podem melhorar

Apesar de quatro décadas de história turbulenta e dos acontecimentos de 11 de setembro, pode haver neste ano uma sensível melhora nas relações entre Washington e Havana, afirmou nesta terça-feira na capital cubana a ex-diplomata americana Sally Grooms Cowal. "Minha previsão para 2002, apesar dos eventos de 11 de setembro e de 40 anos de história, é que poderemos ter dramáticas mudanças", disse Cowall ao encerrar uma visita de cinco dias a Cuba ao lado de seis legisladores americanos. "Existe um desejo real por parte do governo, dos empresários, dos dissidentes" em Cuba de uma aproximação, acrescentou a ex-diplomata, presidente da Fundação de Política Cubana e ex-embaixadora em Trinidad e Tobago. O representante americano William Delahunt, democrata por Massachusetts, concordou com Cowall, logo após o encontro de toda a delegação com Fidel Castro, no último domingo à noite. "Esta (reunião) realmente se distinguiu por seu tom (de Fidel)", disse Delahunt, que havia visitado a ilha e estado com o dirigente cubano em várias outras ocasiões. "Houve uma disposição para a abertura e para aceitar oportunidades", acrescentou. Tanto o legislador como Cowall indicaram que os contratos negociados no mês passado para as primeiras vendas diretas de alimentos americanos a Cuba nas últimas quatro décadas mostraram para a administração cubana que uma melhora nas relações entre os dois países é possível. "Cuba tornou isso possível", disse Cowall, destacando que a lei que permite a venda de alimentos dos EUA à ilha já havia completado um ano de vigência quando Cuba decidiu aproveitar suas vantagens.

Agencia Estado,

08 Janeiro 2002 | 18h11

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