Relatório aponta 20 mil desaparecidos no México

Mais de 20 mil pessoas desapareceram no México nos últimos seis anos durante uma brutal repressão contra os cartéis de drogas no regime do ex-presidente mexicano, Felipe Calderón, informou um grupo cívico. O Propuesta Cívica listou em seu site na quinta-feira passada o desaparecimento de 20.851 pessoas entre 2 de agosto de 2006 e 29 de fevereiro de 2012. De acordo com o grupo, os números se baseiam em dados oficiais.

EQUIPE AE, Agência Estado

22 de dezembro de 2012 | 14h25

Entre os desaparecidos estavam 11.201 homens, 8.304 mulheres e 500 outras pessoas de gênero desconhecido. Do total, cerca de 33% eram jovens com idades de 10 a 17 anos, e 25% tinham entre 18 e 30 anos. Só em 2011, 7.813 pessoas desapareceram, ante 6.766 em 2010.

O Propuesta Civica esclareceu que obteve os números de um repórter do Los Angeles Times. O grupo alertou, entretanto, que não tinha como distinguir as vítimas da violência por parte do governo mexicano daquelas envolvidas na guerra dos cartéis de drogas.

Durante o regime de Calderón, que durou de dezembro de 2006 até 1º de dezembro deste ano, o total de mortos em decorrência dos conflitos entre traficantes de drogas e as forças de segurança chegou a 60 mil. De acordo com o relatório, a Cidade do México e o Estado de Jalisco, no oeste do país, registraram o número mais alto de desaparecimentos.

O Propuesta Cívica observou algumas inconsistências que requerem confirmação oficial. Por exemplo, certas regiões que sofreram com uma crescente onda de violência nos últimos anos, incluindo Nuevo León e Sonora, tiveram um número relativamente baixo de desaparecimentos. As informações são da Dow Jones.

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